“Como tudo na minha vida eu acho que estou no lugar certo”, disse a empresária, advogada e reitora do Centro Universitário Fametro, Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, ao falar sobre sua filiação ao PSD no quadro “Debate Político”, do Portal O Convergente, da última sexta-feira, 1º/3. Na entrevista ela, que aguarda as orientações do partido para definir seu rumo nas eleições deste ano, também falou sobre educação, empreendedorismo e ações políticas para a melhorar a sociedade.
Antes de falar sobre sua filiação e quais as pretensões políticas nas eleições deste ano, Seffair falou sobre a importância da educação na sua vida, sobre sua carreira e caminhada na vida pessoal para chegar onde chegou, bem como sobre as ações e os alcances obtidos para o reconhecimento do Centro Universitário Fametro, hoje um dos maiores no Amazonas e região Norte do país.
“Eu gosto sempre de falar que a Fametro nos deu dimensão, de você saber que você pode fazer muito, contribuir com o entorno da sociedade. Isso foi a nossa missão desde o começo. Então esse trabalho nos possibilitou que a gente tomasse pé de uma situação que muitas vezes nos deixam inquietos”, disse ela antes de ressaltar as motivações que a levaram a se filiar em um partido e destacar que o trabalho educacional abriu os olhos para as muitas possibilidades.
Possibilidades também importantes e fundamentais, com o apoio familiar, para tornar a instituição de ensino no que é hoje. “A família empresária ela tem o seu núcleo familiar, mas o sustento, tudo o que você tem, está na empresa. Então ela tem que ser preservada. Isso a gente tem feito ao longo dos anos, com tudo que a gente já aprendeu, com os erros que tivemos. Hoje nos profissionalizamos e eu acho que isso é o sucesso”, disse ela ao ressaltar as metas e objetivos já alçando pela instituição ao logo dos anos.
O trabalho e a dedicação ao centro universitário nesse período, segundo a reitora, abriu ainda mais sua mente para diversos setores. Como as dificuldades vistas de um modo geral no Estado e interior, onde a instituição já tem polos educacionais instalados.
“Quando a gente fala que fez um trabalho na Fametro ao longo desses 20 anos, foi um trabalho que nos deu muita experiência na condução de um serviço. Os 20 anos nos mostraram que é possível fazer muito, com pouco. E aí você olha ao redor e vê um derrame de dinheiro e pensa que está vivendo uma fantasia no Amazonas. O que é falso, já que o teu entorno te mostra o contrário. Então isso te gera uma inquietação”, afirmou.
E foi justamente a inquietação que a motivou a se interessar no ramo político e, como ela mesmo fala, deixar um legado para o Estado. “Eu penso que se essa inquietação vem, e ela vem do espírito, a gente tem que ir atrás de ver como a gente pode contribuir. E nesse caso eu acho que esse ingresso foi muito emblemático. Então isso acaba levando a gente para um caminho. O que eu posso fazer para melhorar a vida do meu estado, do povo do Amazonas. Essas situações assim eu encaro como missões e daí eu acho que essa filiação partidária foi um caminho natural”, destacou a reitora que se filou ao PSD no mês passado.
Política – Sobre seu destino político no partido a reitora disse está à disposição do partido e falou sobre a escolha da sigla, que tem como presidente estadual, o ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Senado pelo PSDB, Arthur Virgílio Neto.
“Agora eu já sou filiada e sigo as orientações do partido. Eu sempre fui uma PSDB a distância. Eu sempre votei nos candidatos. Eu gosto da ideologia do partido. Em algum momento eu pensei em outro, mas vejo que as limitações são muitas. Como tudo na minha vida eu acho que estou no lugar certo”, afirmou a reitora.
Sobre seu nome ser um dos cotados pelo partido para ser suplente do pré-candidato ao senado, Arthur Neto, nas eleições deste ano ou ser a pré-candidata da sigla ao Governo do Amazonas, caso as negociações com o ex-governador Amazonino Mendes (sem partido) não avancem, ela disse que está à disposição do partido.
“Sempre deixei muito claro para o senador Arthur que não tenho vocação par ao legislativo. Não nesse momento. Mas é ele que decide e o que ele decidir está decidido. Eu sou uma pessoa que eu sigo as regras. Eu acho que a gente tem que ter um direcionamento. A minha vontade, se estou em um partido em um grupo, ele tem que se adequar. Acho que a sociedade é isso”, disse ela ao ressaltar a história do PSDB no país e como foi recepcionada na sigla.
No decorrer da entrevista ela, que tem na família os deputados estaduais Belarmino Lins (Progressistas) e Fausto Junior (União Brasil), e o deputado federal Atila Lins (União Brasil), falou o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), as perspectivas para melhorar a economia e o turismo no Estado. Bem como a geração de empregos que a revitalização do Tropical Hotel, que foi comprado pela Fametro em 2020, vai proporcionar, além das ações que devem ser feitas pelo executivo do Estado nesse sentido.
Confira a entrevista na íntegra:
Veja as fotos da entrevista:
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Por Izabel Guedes
Fotos: Marcus Reis


