A candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria do Carmo (PL) apresentou propostas para a segurança pública divididas em quatro frentes: combate ao crime organizado, redução da superlotação no sistema prisional, redistribuição do efetivo policial e ampliação da proteção a mulheres, crianças e idosos.
Segundo a campanha, o plano recebeu contribuições de integrantes do PL ligados à área de segurança pública, entre eles o deputado federal e candidato ao Senado Capitão Alberto Neto, além dos vereadores Coronel Rosses, Sargento Salazar e Capitão Carpê, e de técnicos e especialistas de outros estados.
O documento considera as características geográficas do Amazonas, como as grandes distâncias, o acesso predominantemente fluvial a determinadas regiões e as fronteiras internacionais com Peru, Colômbia e Venezuela.
Mais policiais no interior
Entre as propostas está a reserva de parte das vagas de futuros concursos das polícias Militar e Civil para municípios que enfrentam déficit de efetivo, como Parintins, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira.
Os profissionais selecionados permaneceriam por um período mínimo nessas localidades antes de uma eventual transferência para Manaus. O plano também prevê gratificação para policiais que atuarem em municípios de fronteira e regiões de difícil acesso.
Outra medida é apoiar a criação e estruturação de guardas municipais no interior para atuação em áreas como trânsito e proteção patrimonial.
Inteligência contra organizações criminosas
Na área de combate ao crime organizado, Professora Maria propõe ampliar a cooperação com autoridades dos Estados Unidos para obtenção de informações sobre pessoas, empresas e redes financeiras relacionadas a organizações criminosas.
O plano prevê o cruzamento dessas informações com bases estaduais e dados fiscais para subsidiar investigações e identificar possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro.
Outra proposta é instalar uma base fluvial permanente no Alto Rio Negro, no corredor entre São Gabriel da Cachoeira e Cucuí. A estrutura reuniria Polícia Militar, Polícia Civil e perícia, com previsão de apoio de órgãos federais.
Também está previsto o cruzamento de dados fiscais relacionados à comercialização de ouro com informações sobre áreas de garimpo ilegal identificadas por imagens de satélite.
Proteção a mulheres, crianças e idosos
Para o atendimento a grupos vulneráveis, a candidata propõe ampliar a presença das Delegacias Especializadas em Crimes contra as Mulheres em bairros de Manaus e municípios considerados estratégicos no interior.
O plano também prevê a implantação de “Salas Lilás” nas Delegacias Interativas do interior e a criação de uma unidade fluvial itinerante para oferecer atendimento policial e psicossocial a mulheres, além de encaminhamento para medidas protetivas.
Para idosos vítimas de violência, a proposta é ampliar o atendimento integrado para polos regionais do Alto Solimões, Médio Solimões, Rio Negro e Sul do Amazonas.
Na proteção de crianças, o plano prevê núcleos permanentes da Polícia Civil em Humaitá, Lábrea e Manicoré, com atuação em áreas relacionadas ao garimpo no corredor do Rio Madeira.
Mudanças no sistema prisional
Na área penitenciária, Professora Maria propõe solicitar a transferência de lideranças de organizações criminosas presas no Amazonas para unidades do Sistema Penitenciário Federal.
O plano também prevê medidas para ampliar o número de vagas no sistema estadual e renegociar a parceria público-privada do Complexo Penitenciário do Amazonas, estabelecendo metas para redução da superlotação.
Outra proposta é ampliar o uso de monitoramento eletrônico para presos provisórios considerados de baixo risco, incluindo réus primários, sem histórico de violência e sem vínculo identificado com facções, como alternativa à permanência nas unidades prisionais enquanto aguardam julgamento.


