Eleições 2026: Makuxí, Guarani Kaiowá e Mundurukú estão entre etnias com candidatos

Povos indígenas ampliam presença nas urnas nas Eleições 2026

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As Eleições Gerais de 2026 chegaram à fase oficial de campanha com mais de 20 mil candidaturas apresentadas em todo o Brasil para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram também a diversidade entre os nomes que entraram na disputa.

Em um recorte fechado pelo TSE para orientar a distribuição de recursos eleitorais, foram consideradas 20.560 candidaturas com pedidos aceitos até as 23h59 do dia 18 de agosto. Desse total, 13.395 são de homens, o equivalente a 65,15%, enquanto 7.165 são de mulheres, representando 34,85%.

O número não representa necessariamente o total definitivo de candidatos das eleições. Segundo o TSE, as estatísticas gerais continuam sendo atualizadas à medida que novos registros são processados e ocorrem alterações ou substituições de candidaturas.

Diversidade entre os candidatos

No recorte de raça e cor, 10.206 candidatos são pessoas negras, considerando pretos e pardos, o equivalente a 49,64% da base utilizada pelo TSE. Outras 191 candidaturas são de pessoas indígenas, correspondendo a 0,93% do total.

Os dados disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral também permitem observar a diversidade dentro das próprias candidaturas indígenas. Entre as etnias declaradas aparecem Makuxí, Guarani Kaiowá, Guarani, Mundurukú, Múra e Terena, entre outras.

A identificação é feita por meio de autodeclaração. Para as eleições deste ano, o sistema de registro de candidaturas passou a reunir campos relacionados, entre outros aspectos, à identidade de gênero, orientação sexual, etnia indígena e pertencimento a comunidades quilombolas.

Em relação aos quilombolas, o painel apresentado pela Justiça Eleitoral indica que a ampla maioria dos candidatos declarou não pertencer a comunidades quilombolas, enquanto uma parcela minoritária informou esse pertencimento.

Registros ainda passam pela Justiça Eleitoral

O prazo regular para partidos, federações e coligações apresentarem os pedidos de registro terminou em 15 de agosto. A partir dos requerimentos, cabe à Justiça Eleitoral verificar documentação, condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade antes de deferir ou indeferir cada candidatura.

O TSE é responsável por julgar os registros dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República. Já os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) analisam os nomes que concorrem aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas ou Câmara Legislativa do Distrito Federal.

As informações sobre cada candidato, incluindo situação do registro, bens declarados, propostas de governo e dados das contas de campanha, ficam disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCandContas do TSE.

No dia 4 de outubro, mais de 158,7 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das Eleições 2026.

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