Estudantes da rede estadual de ensino de Manaus foram surpreendidos, nesta segunda-feira (2), com um aviso sobre a suspensão temporária do passe livre estudantil no transporte coletivo da capital. A informação foi enviada por meio do aplicativo Cadê Meu Ônibus, desenvolvido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Na notificação, o sindicato atribuiu a interrupção do benefício a pendências financeiras do Governo do Amazonas. O comunicado foi divulgado cinco dias depois de o Sinetram alertar para o risco de suspensão da gratuidade devido a um impasse sobre os pagamentos do subsídio às empresas de transporte.
Em resposta, o Governo do Amazonas afirmou que está rigorosamente em dia com os repasses referentes aos estudantes da rede estadual em 2026. Segundo o Executivo, o pagamento mais recente, relativo ao mês de outubro, foi realizado em 23 de outubro.
A administração estadual informou que já transferiu R$ 27 milhões ao longo deste ano, com parcelas mensais de aproximadamente R$ 3 milhões. Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador Roberto Cidade reforçou que os compromissos financeiros estão sendo cumpridos.
“No dia 23 de outubro nós pagamos mais uma parcela ao Sinetram no valor de três milhões de reais. Desde que assumiu o governo a gente vem mantendo o pagamento rigorosamente em dia”, declarou.
A divergência entre as partes envolve valores referentes ao segundo semestre de 2025, que, conforme o governo, estão sendo discutidos judicialmente. O Executivo questiona os cálculos apresentados pelo Sinetram e afirma que as cobranças não correspondem ao que está previsto no contrato.
Outro ponto levantado pelo governo é a ausência de relatórios mensais detalhando a utilização das passagens pelos estudantes. De acordo com a administração estadual, a quantidade de viagens utilizadas varia entre 4 mil e 24 mil por mês, enquanto o sindicato realiza cobranças considerando um universo de 130 mil alunos.
Roberto Cidade também criticou a suspensão do benefício e afirmou que pretende contestar a medida judicialmente. “Um débito que está sendo questionado na Justiça e fazer com que os nossos alunos não possam utilizar o que é de direito”, disse.
O governador acrescentou que pretende dialogar com o sindicato e questionou a interrupção da gratuidade, alegando que os pagamentos de responsabilidade do Estado estão sendo realizados mensalmente.


