SES-AM afasta médica após denúncia de recusa de atendimento por discriminação política

Secretaria de Saúde apura denúncia contra médica que teria recusado atendimento por voto em Lula

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A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que uma médica denunciada por supostamente se recusar a atender uma paciente por ela ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será temporariamente afastada de suas funções enquanto o caso é apurado. A denúncia teria ocorrido em Manaus.

Em nota, a pasta afirmou que não foi formalmente notificada sobre o episódio, mas ressaltou que as relações entre pacientes e profissionais de saúde devem ser pautadas pela ética, pelo respeito e pela dignidade. A secretaria classificou como inadmissível qualquer conduta que viole esses princípios dentro de uma unidade de saúde.

“A Secretaria informa que não compactua com esse tipo de conduta, considerada incompatível com os princípios éticos que devem nortear a atuação dos profissionais de saúde”, declarou a SES-AM.

Segundo a manifestação, a direção da unidade informou que a profissional citada será afastada temporariamente até a conclusão da apuração e da avaliação de sua conduta. A secretaria não detalhou, no comunicado, as circunstâncias da denúncia nem informou o nome da médica ou da unidade envolvida.

Como denunciar

A SES-AM orientou que denúncias envolvendo pacientes sejam formalizadas junto à Ouvidoria do Estado, para que os casos sejam analisados conforme os procedimentos internos e recebam os encaminhamentos cabíveis.

As manifestações podem ser registradas presencialmente, na própria unidade de saúde ou na sede estadual, ou por meio da plataforma oficial Fala.BR, disponível em https://falabr.cgu.gov.br/.

Para solicitações de acesso à informação, a população também pode utilizar a plataforma https://informar.am.gov.br/.

Até o momento, a nota da secretaria não apresenta detalhes sobre a conclusão de uma investigação nem confirma publicamente que a recusa de atendimento ocorreu. O caso permanece sujeito à apuração.

Leia mais: Demissão por preferência política é ilegal e pode levar à Justiça do Trabalho

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