Douglas Ruas pode ser proclamado governador do RJ após polêmica sobre Carnaval carioca

TSE julga recurso de Garotinho e, com nova totalização, Douglas Ruas pode ser proclamado eleito no primeiro turno

Por

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira (8) o processo que pode definir o resultado das eleições para o governo estado do Rio de Janeiro. A sessão está prevista para começar às 10h. Os ministros vão decidir se o candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) pode desistir de um recurso apresentado ao tribunal.

O resultado do julgamento também vai definir se o candidato Douglas Ruas (PL) pode ser declarado eleito no primeiro turno para comandar o governo estadual.

Na sexta-feira (2), antes da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, entendeu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice no primeiro turno, realizado no último domingo (4).

Em seguida, a defesa de Garotinho desistiu do recurso protocolado contra a decisão do ministro.

Conforme decisão da Justiça Eleitoral do Rio, Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018.

Se a solicitação de desistência for aceita, os votos de Garotinho serão anulados definitivamente.

Com isso, uma nova totalização dos votos será determinada, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) poderá proclamar que Douglas Ruas foi eleito no primeiro turno.

Com a nova contagem, Ruas passará a obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos, regra principal para que um candidato seja declarado vencedor no primeiro turno.

Ruas obteve 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD) conseguiu 3.706.984 votos válidos (42,76%).

Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%). O nome dele continuou na urna porque a decisão do TRE-RJ que o barrou o foi tomada após o fechamento do sistema da urna eletrônica.

Polêmica com Carnaval

Na campanha ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) já havia protagonizado uma polêmica envolvendo o Carnaval carioca. Em setembro, durante entrevista à TV Globo, o então candidato afirmou que o desfile de 2026 na Marquês de Sapucaí representou o “maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família”.

A declaração provocou reação de integrantes do mundo do samba e foi explorada politicamente por Eduardo Paes (PSD), adversário de Ruas na disputa estadual. Na ocasião, Ruas também criticou o uso de recursos públicos em estruturas destinadas a autoridades na Sapucaí e prometeu acabar com o camarote do Governo do Estado caso fosse eleito.

Depois da repercussão, Ruas afirmou que não era contrário à festa. Em evento de campanha, disse gostar de Carnaval e classificou a celebração como a “maior manifestação cultural do estado”. Segundo sua assessoria, as críticas não eram dirigidas às escolas de samba ou à realização do evento, mas ao uso de dinheiro público em camarotes e a uma ala específica do desfile que, na avaliação do candidato, teria atacado valores ligados à família.

A controvérsia ganhou ainda mais espaço porque publicações anteriores mostravam Ruas participando da Sapucaí e elogiando ações do governo estadual relacionadas ao Carnaval. Em 2024, por exemplo, ele havia feito postagens defendendo um “Carnaval seguro” e destacando medidas adotadas durante a festa.

Agora, o nome de Douglas Ruas volta ao centro do noticiário porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira (8) uma questão que pode levá-lo a ser declarado eleito governador do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno.

Leia mais: Bairros mais pobres dão vantagem a Flávio, enquanto Lula cresce nos mais ricos no RJ

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -