O candidato a deputado estadual Luiz Castro (PDT) fez críticas ao funcionamento das instituições políticas no país e ao modelo de cobrança de energia elétrica aplicado no Amazonas durante participação no programa Debate Político. Na entrevista mediada pela jornalista Letícia Barbosa, ele abordou a influência do chamado Centrão sobre governos e defendeu maior atenção do eleitor às disputas para o Legislativo.
O Debate Político é exibido às terças-feiras, às 20h30, pela Rede Onda Digital, no canal aberto 8.2, e também nos canais da emissora e de O Convergente no YouTube.
Segundo Castro, presidentes de diferentes campos políticos acabam condicionados à força desse bloco no Congresso Nacional. Ele citou os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva como exemplos de administrações que precisaram negociar espaço e poder para manter sustentação política.
“O ex-presidente Bolsonaro teve que ceder ao Centrão grande parte do poder para poder governar. O atual presidente Lula tem que fazer o mesmo”, afirmou.
Para o candidato, o eleitor deve observar com mais cuidado a escolha de deputados e senadores, já que o desempenho do Legislativo interfere diretamente na capacidade de prefeitos, governadores e presidentes de executar programas de governo. Castro também fez distinção entre partidos de centro e o que classificou como um “Centrão voltado a negócios e poder”.
Na avaliação dele, decisões eleitorais baseadas apenas na polarização ou em narrativas de campanha podem resultar em parlamentos pouco comprometidos com propostas de interesse coletivo.
Energia elétrica
Durante a entrevista, Castro também criticou o modelo tarifário aplicado às contas de energia no Amazonas. Segundo ele, consumidores do estado acabam impactados por bandeiras tarifárias relacionadas a crises hídricas que atingem usinas de outras regiões do país.
O candidato afirmou que a situação se torna ainda mais sensível diante das condições climáticas do Amazonas, com períodos de seca, baixa umidade e calor intenso, que elevam a necessidade do uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
Para Castro, esse cenário aumenta o consumo doméstico e torna os reajustes ainda mais pesados para famílias de baixa renda. Ele defendeu que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) adote uma postura mais ativa para discutir o tema e articular medidas junto à bancada federal e aos órgãos reguladores em Brasília.
Segundo ele, a atuação parlamentar precisa ir além das críticas e buscar soluções que reduzam o impacto das tarifas sobre a população.
Confira o programa na íntegra:
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