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terça-feira, abril 23, 2024

“Sobre o bolsonarismo: a coisa está muito triste para eles e eu espero que piore”, diz Marcelo Amil durante o programa Debate Político

O advogado e político foi o convidado da semana da nova temporada do programa Debate Político, apresentado pela CEO da empresa Érica Lima Barbosa

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No episódio da nova temporada do programa “Debate Político”, O Convergente recebeu, nesta terça-feira (20), o advogado e político Marcelo Amil, que falou sobre o cenário para o pleito deste ano. O programa é apresentado pela CEO da empresa, Érica Lima Barbosa, e exibido pela TV Rede Onda Digital, através do canal 8.2, e pelo canal do Youtube da Rede Onda Digital.

Logo no início do programa, Marcelo Amil comentou sobre a relação dele com o PSOL, seu atual partido. O ex-candidato a prefeito de Manaus falou sobre o episódio em que foi suspenso por meses sob a alegação de “atropelar” as diretrizes da sigla.

“Vivi um processo de violência muito grande dentro do partido em 2022, quando fui suspenso por seis meses sem nunca ter sido ouvido. […] Superei, digeri, hoje estamos sob nova direção”, disse. “Isso foi um teatro para descredibilizar a maior convenção que tivemos na história do PSOL”, afirmou.

De acordo com ele, as discussões para definir um nome que representará o PSOL no pleito para a prefeitura já estão em curso. “Dia 24 serão apresentados os nomes dos candidatos que concorrerão à prefeitura. Minha tendência já se reuniu e decidiu que eu serei apresentado como pré-candidato a prefeito de Manaus, pela experiência que já tenho e pela projeção que as outras eleições me deram”, comentou.

“Aproveitei o momento em que achavam que eu ia ‘chutar o balde’ para afirmar ‘beleza, vocês achavam isso? estão todos errados'”, ressaltou.

Troca de partidos

O político também foi questionado sobre a mudança de partidos ao longo da carreira. Aos 17 anos, ingressou no PCdoB, onde afirmou ter aprendido muito, mas precisou se afastar para cuidar da vida pessoal.

O retorno ao cenário político se deu com o PMN, onde era advogado do partido e viu uma oportunidade de continuar atuando como advogado, mas também de exercer a vida política.

Relações

Amil também foi questionado pela CEO sobre a relação entre ele e os demais políticos de esquerda, sendo um exemplo o ex-deputado federal Zé Ricardo (PT). “Faz um tempo que não falo com o Zé Ricardo, mas a gente troca mensagens, telefones. Não há nada…”, comentou.

Quando esteve no PMN, Amil afirmou que conseguiu unir os partidos de esquerda do Amazonas em uma única reunião. Na opinião dele, realizar esse encontro no momento atual seria possível somente com uma liderança, que não existe.

“Acho que seria possível se houvesse uma liderança desses partidos com prestígio para realizar essa reunião. Os demais partidos de esquerda estão todos dispostos a essa conversa, mas não há aquela pessoa para sentar e reunir todos”, disse.

“Temos apenas 36% da sociedade manauara que não apoia o bolsonarismo, então é para esse pessoal que nós temos que falar. Se a gente se unisse, conseguiríamos talvez ter 90% desses 36%”, pontuou.

Governo Lula

Para Amil, os brasileiros ainda reconhecerão a importância da eleição do presidente Lula para exercer seu terceiro mandato como presidente do Brasil. De acordo com ele, o atual chefe da República deveria ter vencido logo no primeiro turno, uma vez que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava envolvido em polêmicas.

“Imagine o que seria da América do Sul com Javier Milei na Argentina e Bolsonaro no Brasil […] Então, a eleição do Lula prestou um grande serviço para a sociedade civilizada e eu não tenho nenhuma dúvida de que a história vai reconhecer isso em algum momento”, disse.

Marcelo Amil ainda afirmou que Lula não faz um governo de esquerda, uma vez que não há debates sobre algumas questões, como a reforma tributária. “Tenho críticas ao governo Lula, apesar de falarem que ele é de esquerda, ele não faz um governo de esquerda […] O Lula faz um governo democrata”, enfatizou.

Jogo das Cartas

No tradicional Jogo das Cartas do Debate Político, a primeira selecionada por Marcelo Amil foi a do ex-presidente Bolsonaro. Ao falar sobre o ex-mandatário, Amil também comentou sobre a manifestação que está sendo encabeçada por Bolsonaro e que deve ocorrer no fim de semana.

De acordo com ele, não dá para duvidar da força do bolsonarismo. “Que esse ato vai ser grande, não dá para duvidar, não dá para subestimar de novo os caras como fizemos em 2017 […] Vai ser uma manifestação grande, mas o tamanho dela não vai ser o suficiente para relativizar o estado de direito. Bolsonaro cometeu muitos crimes e ele vai pagar”, afirmou.

Outra carta sorteada por ele foi a do deputado federal Amom Mandel. Na opinião de Marcelo Amil, o deputado não esteve ao lado da democracia quando preferiu se isentar no segundo turno das eleições presidenciais.

“Você ser independente quando a única escolha é democracia e a não democracia, é se colocar ao lado da não democracia. O deputado Amom Mandel tem um mandato interessante, mas não esteve ao lado da democracia quando houve um chamamento de todos da sociedade”, opinou.

Ele ainda afirmou que acha um desperdício um político que possui um mandato federal e continua com pautas voltadas apenas para o seu município. “Está tendo menos visibilidade na Câmara Federal, eu tenho essa crítica. Acho desperdício pessoas que tenham mandato federal e focam no município”, alegou.

Sobre o Coronel Alfredo Menezes, o político comentou que acredita que a eleição para o bolsonarista será difícil, uma vez que não possui máquina pública, além das investigações envolvendo o ex-presidente Bolsonaro.

“Acho que vai ser muito difícil ele disputar essa eleição com o Bolsonaro respondendo as coisas que está respondendo”, disse. “Vai ter que meter a mão no bolso para fazer campanha ou reunir toda essa classe bolsonarista, que está sendo investigada pela Polícia Federal porque financiaram aquele acampamento golpista na frente do CMA”, continuou.

Ele ainda teceu um comentário sobre o “bolsonarismo em geral”, onde disse que “a coisa está muito triste para eles e eu espero que piore”.

Outros nomes citados foram os de Roberto Cidade e Maria do Carmo Seffair, porém, Marcelo Amil afirmou que não conhece muito o trabalho de ambos e que não poderia opinar.

Amil também afirmou que acredita que o prefeito David Almeida está fazendo de tudo para perder o pleito e não conseguir a reeleição. “O David não é ouvido pela Câmara como se esperaria que ele fosse ouvido. Ele indicou um vereador para a presidência da Câmara e perdeu, solicitou um empréstimo e foi negado”, explicou.

“Acho que não há harmonia entre os Poderes, e isso é muito ruim […] Acho que o David vai ter muito problema, acho que ele tem feito tudo para perder a eleição, mas isso só o tempo vai dizer”, finalizou.

Assista a entrevista completa:

Leia mais: “Não dá para soltar fogos”, avalia Helso Ribeiro sobre reforma tributária durante programa ‘Debate Político’

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Por Camila Duarte

Foto: Marcus Reis

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