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terça-feira, maio 28, 2024

Caso Marielle: Élcio Queiroz omite quem seria o mandante do crime em delação

O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, movimentou valores milionários em sua conta pessoal

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Em novas atualizações confirmadas nesta terça (25/07) sobre o caso da vereadora Marielle Franco, o ex-policial militar Élcio Queiroz omitiu em sua delação premiada quem seria o mandante do crime.

Queiroz afirma que, segundo Lessa, o crime foi cometido por uma questão “pessoal”. Mas o surgimento de novos personagens e a conexão deles com Lessa é, agora, o foco da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio, que trabalham para chegar aos mandantes e aos motivos que levaram ao assassinato de Marielle.

Os anexos ainda sigilosos da delação de Élcio Queiroz trazem novas informações sobre as conexões de Ronnie Lessa com outros criminosos e sobre os negócios tocados pelo ex-policial militar. É com base nesses depoimentos que a PF quer entender melhor qual a conexão de Lessa com os supostos “intermediários”, pessoas que teriam feito a ligação entre o mandante e o ex-policial militar.

O foco agora é Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé, sargento da PM e apontado na delação como o responsável por passar a “missão” da morte de Marielle a Ronnie Lessa. Ele foi assassinado em 2021 em crime até hoje não esclarecido.

Nas palavras de um investigador, Macalé era “um homem de vários senhores”, ou seja, prestava “serviço” para diversos criminosos do Rio de Janeiro, inclusive para milícias com atuação nas zonas norte e oeste da cidade.

A PF trabalha para encontrar evidências de que ele e Lessa mantinham uma relação frequente e, a partir dela, avançar sobre o possível mandante do crime.

Suspeito movimentou R$6,4 milhões

O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, movimentou valores milionários em sua conta pessoal. Segundo o relatório da Polícia Federal com base nas informações do Coaf, entre 12 e 13 de março de 2019, a conta bancária de Suel recebeu R$569 mil e fez pagamentos de R$567 mil, configurando uma suposta lavagem de dinheiro.

Flávio Dino confirma participação de Ronnie Lessa 

O caso Marielle e Anderson ganhou novas atualizações, nesta segunda (24/07). Foi confirmado que o ex-policial Ronnie Lessa teve participação na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A informação foi divulgada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e pelo ex- PM Élcio de Queiroz.

Segundo Flávio Dino, “Tivemos uma delação, uma colaboração premiada, do senhor Élcio Queiroz como todos os senhores sabem, há alguns anos, essa investigação gira em torno desses dois personagens: Ronnie e Élcio. Nessa delação, o senhor Élcio revelou a participação de um terceiro indivíduo, que é o Maxwell, e confirmou a participação dele mesmo e do Ronnie Lessa”, pontuou.

 

Leia Mais: Esquema de tráfico humano em São Gabriel da Cachoeira expõe situação de vulnerabilidade de indígenas

 

Por: Tatiana Nascimento

Revisora: Vanessa Santos

Ilustração: Giulia Renata Melo

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