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quarta-feira, abril 24, 2024

Eleições 2022: Em entrevista a TV Globo, Bolsonaro afirma que vai respeitar o resultado das urnas ao término das eleições deste ano

Na primeira parte da entrevista, Bolsonaro foi questionado sobre a segurança nas urnas, liberdade de expressão, sobre a pandemia da Covid-19, sobre eleições limpas e transparentes, entre outros temas

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Em entrevista na noite desta segunda-feira, 22/8, ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que vai respeitar o resultado das urnas ao fim do pleito deste ano e disse que será colocado um ponto final nessa história, independente do resultado se for eleito ou não.

“Bora colocar um ponto final nisso, e passar para a outra pergunta”, disse Bolsonaro para finalizar a questão. Nesse momento, o apresentador William Bonner disse que pela primeira vez o presidente falava em rede nacional para milhões de brasileiros que iria respeitar o resultado das urnas.

“Fique Tranquilo! Teremos eleições. O ministro Alexandre de Moraes [presidente do TSE] acabou de assumir. Amanhã ele tem um encontro, pelo que me parece, com o ministro da Defesa [Paulo Sérgio Nogueira] para tratar desse assunto: transparência eletrônica. Eu tenho certeza que o ministro Alexandre de Moraes, ele vai conversar e chegar a um consenso dessa questão de eleições. Agora, eu tive que provocar para que chegasse esse tempo. Pode ter certeza que nós vamos ter eleições limpas e transparentes”, pontuou Bolsonaro.

Xingamentos a ministros – Ao ser questionado sobre xingamentos feitos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo apresentador William Bonner, o chefe da nação chegou a dizer que o jornalista estava falando uma fake news e que ele não havia feito tais xingamentos.

“Primeiro, você não está falando a verdade, isso não existe, isso é fake news da sua parte, e outra coisa eu quero a transparência das eleições e vocês não leram o inquérito da Polícia Federal, que está inconcluso”, disse Bolsonaro a Bonner, falando que as urnas são inauditáveis, a partir da denúncia de fraude de que um hacker havia invadido o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o tribunal apagou, segundo ele, os logins de acesso em 2018.

Após a resposta, Bolsonaro foi desmentido por Bonner que disse que o presidente havia xingado um ministro de “canalha” ele desconversou e disse que Bonner havia dito que ele xingou ministros e que ele pontualmente xingou apenas um ministro.

Pandemia – Ao ser questionado pela jornalista Renata Vasconcellos pelos momentos mais difíceis da pandemia da Covid-19 no Brasil, em que o presidente falou a frase: “E daí eu não sou coveiro”, se referindo aos números de mortes, além de ter desestimulado a vacinação ao associar a questão de quem se vacinasse viraria “jacaré”, fazendo gestos de falta de ar, se o presidente não temia ser responsabilizado pela história, Bolsonaro disse a jornalista que só não se vacinou quem não quis e disse que a vacinação ocorreu de forma mais rápida do que em outros países.

Sobre a questão de “virar jacaré”, Bolsonaro disse que usou uma figura de linguagem e culpou o lockdown, que disse que a medida atrapalhou a economia e mais pessoas se contaminaram estando em casa.

A cidade de Manaus também foi citada pela jornalista sobre a crise da falta de oxigênio e que houve erros na logística e gestão do então ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello. Bolsonaro negou a informação.

“Negativo, negativo, negativo. Em menos de 48 horas estavam chegando já cilindros em Manaus, lá foi uma coisa atípica, que aconteceu de uma hora para outra. Menos de 48 horas cilindros começaram a chegar em Manaus de alguns pontos do Brasil. Fizemos a nossa parte, não faltou, da nossa parte, recursos bilionários para governadores e prefeitos enfrentarem a Covid”, disse Bolsonaro.

Renata Vasconcellos contestou o prazo de 48 horas e disse que a cidade de Manaus ficou mais de uma semana praticamente sem oxigênio.

Meio Ambiente – Sobre a Amazônia, em 2020, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles pediu para “passarem a boiada”, na tentativa de desmatar a Amazônia uma vez que a pandemia da Covid-19 estava acontecendo e que a fiscalização ambiental ia ser menos rígida.

“Eu tentei, nos primeiros dois anos de mandato, fazer a regulação fundiária, para saber, por exemplo, qualquer local desmatado ou com foco de calor, de quem é o CPF daquela propriedade, mas o presidente da Câmara não colaborou para botar essa proposta adiante”, disse o chefe da nação.

Ao ser questionado sobre o apoio à política de desregulamentação, Bolsonaro desconversou, falou em projeto de latifúndio e disse que os incêndios em sua grande maioria são provocados por ribeirinhos e outras são ações criminosas.

“Grande parte disso aí é criminoso, e eu sei disso. A outra parte não é criminoso, é o ribeirinho que toca fogo ali na sua pequena propriedade”, disse.

No governo de Bolsonaro, a taxa anual de desmatamento da Amazônia saltou de 7,5 quilômetros quadrados para 13 mil quilômetros quadrados, até 2021. Levantamento do Mapa e Biomas 97% dos alertas de desmatamento não foram fiscalizados pelos órgãos ambientais.

Ainda na entrevista, o presidente Bolsonaro foi questionado sobre economia, sobre a aliança com o “Centrão” e da confiança do eleitor em suas propostas.

“Você está me estimulando a ser ditador. Porque o Centrão é 300 deputados. Se eu deixá-los de lado, eu vou governar com o quê? Não vou governar com o Parlamento. São 513 deputados, 300 são de partidos de Centro, e os do lado de lá, os 200 que sobram são PT, PCdoB, Psol, Rede, não dá para conversar com eles”, ressaltou.

 

Da Redação

Foto: Divulgação

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