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quinta-feira, abril 3, 2025

MPC pede suspensão de licitação feita pela Prefeitura de São Sebastião do Uatumã para realização de shows por suspeita de irregularidades

Órgão afirma que os índices de Desenvolvimento Humano e de Educação estão bem abaixo da média nacional, além do município depender financeiramente do Estado e do Governo Federal, o que não justificaria a contratação milionária para organizar eventos em São Sebastião do Uatumã

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O Ministério Público de Contas (MPC) entrou com pedido de medida cautelar no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), em desfavor da Prefeitura de São Sebastião do Uatumã, comandada pelo prefeito Jander Barreto (União Brasil), e da empresa parintinense A.R. da Costa, por suspeitas de irregularidades no Pregão Presencial Nº 013/2022, que foi realizado em maio deste ano, para organização de eventos e realização de shows no município, pelo valor de R$ 1.744.200,00 (um milhão, setecentos e quarenta e quatro mil e duzentos reais). O acordo tem validade de 12 meses.

O pedido de medida cautelar pelo MPC foi publicado no Diário Oficial do TCE-AM, da última sexta-feira, 1º de julho, e assinado pelo auditor-relator da Corte de Contas, Luiz Henrique Mendes, e despachado pelo secretário do Tribunal do Pleno, Mirtyl Fernandes Levy Junior.

Uma das motivações que levou o MPC a entrar com a ação em desfavor da Prefeitura, além do alto valor da contratação, foi a identificação de dependência financeira na receita do município, que vem, em sua grande maioria, de recursos estaduais e federais, além dos rankings do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em que 49,8% da população vive com uma renda de até meio salário mínimo e do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que estão abaixo da média nacional, colocando o município na 5312ª posição entre 5.570 cidades do país.

O MPC alega ainda no pedido, que a Prefeitura de São Sebastião do Uatumã não está prestando contas ao órgão quanto à execução orçamentária do município, por meio do sistema E-Contas, do MPC, e que desde janeiro deste ano não houve a entrega dos balancetes à Corte de Contas.

“Asseverou que a prefeitura (…) destinou, em 2021, cerca de 2 milhões de reais para a Secretaria de Assistência Social; cerca de 11 milhões de reais para a Secretaria de Educação; 4 milhões de reais para a Secretaria de Infraestrutura e; cerca de 200 mil reais para a Secretaria de Meio Meio-Ambiente. Nesse cenário onde os índices do município se encontram entre os piores do Estado, (…) não há como justificar a contratação de empresa por cerca de 1.7 milhão de reais para realizar festividades”, diz um trecho do documento.

O MPC requer que o prefeito Jander Barreto suste o ato de homologação decorrente da Ata de Registro de Preço do Pregão Presencial Nº 013/2022, de modo que se abstenha de realizar qualquer aquisição dela decorrente, além de notificar o prefeito, a empresa contratada e à Câmara de São Sebastião do Uatumã.

Outra açãoO mesmo pregão, também já foi alvo de denúncia no TCE-AM, no mês passado, pelo ex-candidato a vereador do município, Ronildo Luís da Silva Melo (PTB), que alegou que a cidade padece de serviços públicos básicos, da falta de infraestrutura em face a uma contratação milionária para festividades no município.

Retorno – O Portal O Convergente entrou em contato com a Prefeitura de São Sebastião do Uatumã sobre a medida e s vai acatar o que indica o MPC, porém não obteve retorno das informações até a publicação desta matéria.

Confira o documento despachado pelo TCE-AM

 

Da Redação

Fotos: Divulgação

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