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quarta-feira, maio 22, 2024

Primeiro-ministro Boris Johnson vence moção de desconfiança e não deixa o cargo 

Com 148 votos pedindo sua saída e 211 a favor dele, Johnson permanece como primeiro-ministro e não pode sofrer nova moção pelos próximos 12 meses

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 Nesta segunda-feira, 6/6, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, enfrentou uma votação do parlamento, chamada moção de desconfiança, que poderia ter retirado ele do cargo. Com 148 votos pedindo sua saída e 211 a favor dele, Johnson permanece como primeiro-ministro e não pode sofrer nova moção pelos próximos 12 meses.

O parlamento britânico votou, entre 18h e 20h (de 14h a 16h no horário de Brasília). A moção é uma consulta se os deputados confiam que o primeiro-ministro tem capacidade para permanecer liderando o governo.

O primeiro-ministro britânico foi contestado no cargo após escândalo envolvendo festas em gabinetes do governo que quebraram regras de lockdown da pandemia da Covid-19 na Inglaterra. O caso ficou conhecido como ‘Partygate’.

 Como funciona –  Segundo as regras do governo britânico, o Partido Conservador, o mesmo do primeiro-ministro, precisa que 15% dos seus parlamentares apresentem uma carta com o pedido, ainda que de forma secreta. Graham Brady, funcionário do partido, informou que 54 dos 359 deputados fizeram o pedido, o que ativou a votação.

Para permanecer no cargo são necessários 180 votos, o que representa a maioria simples (50% + 1 voto). A votação é secreta.

Quando não alcança a maioria dos votos, o partido declara que não tem confiança no primeiro-ministro e é preciso escolher outro representante.

‘Partygate’ – Conhecido como Partygate – em referência ao caso Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon em 1974–, o escândalo enfurece os britânicos a tal ponto que apenas 27% defendem a permanência premiê no cargo, de acordo com uma pesquisa feita pela YouGov para a Sky News.

Principal assessor de Johnson, Martin Reynolds mandou em maio de 2020 um e-mail para 100 funcionários de Downing Street, convidando-os a aproveitar o clima bom em uma reunião no jardim da residência oficial do governo.

Diante do Parlamento, Boris Johnson lamentou o ocorrido: “Quero pedir desculpas. Sei da raiva do povo britânico quando pensam que as regras não são seguidas por aqueles que as estabelecem”.

De acordo com sua versão, ele planejava participar de uma reunião de trabalho no final do dia 20 de maio de 2020, mas descobriu que havia uma centena de funcionários convidados para o evento no jardim de Downing Street, em que cada pessoa podia levar sua própria bebida alcoólica.

O discurso de Johnson não foi convincente o suficiente, ainda mais por este ter sido apenas mais um entre os eventos que ele é suspeito de ter organizado em momentos de proibição.

A polícia britânica emitiu um total de 126 multas por festas realizadas no gabinete do primeiro-ministro. Johnson e sua esposa foram multados em abril por um encontro no gabinete para comemorar o aniversário de 56 anos do primeiro-ministro em junho de 2020.

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Da Redação com informações do G1

Foto: Divulgação

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