O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se cumprimentaram ao da cerimônia de posse de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, nesta quinta-feira,19/5. Encontro ocorreu dias após Bolsonaro apresentar uma notícia-crime contra o magistrado, na qual pedia investigação de suposto abuso de autoridade de Moraes no chamado inquérito das fake news.
O cumprimento se deu no momento em que Bolsonaro foi chamado pelo presidente do TST, Emmanoel Pereira, para condecorar os ministros que tomavam posse. Ele se aproximou de Moraes, que estava sentado na primeira fila de convidados, fez sinal para que o ministro se levantasse e o cumprimentou. Mas depois, quando Moraes foi anunciado pela cerimonialista como uma das autoridades presentes e foi aplaudido pelo público, Bolsonaro não acompanhou.
No auditório do TST, Bolsonaro sentou-se à mesa principal da solenidade, ao lado do presidente do TST. Alexandre de Moraes, que é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ficou nas primeiras fileiras de cadeiras de convidados, em uma espécie de área VIP da cerimônia.
Embate – Investigado no Supremo, Bolsonaro vem alvejando o ministro com sucessivos ataques. Em setembro do ano passado, chegou a afirmar que não obedeceria mais ordens de Moraes.
Na última terça-feira,17/5, Bolsonaro apresentou uma notícia-crime contra o magistrado, na qual pedia investigação de suposto abuso de autoridade de Moraes no chamado inquérito das fake news, no qual é investigado e do qual Moraes é o relator.
Nesta quarta-feira (18), um dia após a apresentação do pedido por Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli, do STF, rejeitou a notícia-crime. Após a negativa, o presidente apresentou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo abertura de investigação contra o ministro do STF.
No ano passado, Bolsonaro já havia apresentado ao Senado um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, que acabou arquivado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por falta de “justa causa”.
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Da Redação com informações do G1
Foto: Divulgação