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sábado, maio 25, 2024

Caapiranga faz gasto milionário com praça que todo ano vai ‘pro fundo’ e moradores reclamam do destino dos recursos públicos

Desta vez, a Prefeitura de Caapiranga vai gastar mais de R$ 1 milhão para revitalizar a praça Santo Antônio que, localizada às margens do rio Solimões, todos os anos sofre com a cheia. A má qualidade dos serviços empregados na recuperação da praça também contribui para os gastos contínuos

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Sai ano, entra ano e o gasto se repete, quando não aumenta. Isso porque a Prefeitura de Caapiranga (a 134 quilômetros de Manaus) insiste em revitalizar, de qualquer forma, a praça Santo Antônio, que por estar localizada às margens do rio Solimões, todos os anos a cidade vai “pro fundo”.

Desta vez, o prefeito Francisco Andrade Braz (PSC) pretende gastar R$ 1.072.002,11 (Um milhão, setenta e dois mil, dois reais e onze centavos) do erário público para revitalizar a praça. A empresa responsável pela recuperação da praça será a Construmais Construções e Serviços Eireli-EPP, sediada no bairro Chapada, em Manaus.

O despacho de homologação foi divulgado nesta quinta-feira, 14/10, no Diário Eletrônico dos Municípios do Amazonas, mas não especifica o tempo de vigência do acordo entre a Prefeitura de Caapiranga e a empresa.

Com população estimada em 11 mil habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Caapiranga tem cinco praças. O município chega a ser menor que o Cacau Pirêra, um dos distritos do município de Iranduba.

Moradores reclamam do mau uso dos recursos públicos e da falta de zelo das empresas contratadas para fazer as obras no município.

“Todo ano alaga aqui, a cidade fica numa região baixa. Será que todo ano depois da cheia vai ser preciso gastar milhões para ajeitar a praça? Das praças que tem aqui, nós só usamos umas duas que são as principais. Esse dinheiro poderia ser usado para reconstruir moradias populares. Tem gente que todo ano sofre com a cheia”, disse um morador que não quis se identificar.

MPAM – No ano passado, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com ação na Justiça para barrar a festa de inauguração de uma outra praça pública localizada no porto da cidade. A ação do MP levou em consideração os números da pandemia no município que, no boletim divulgado pela própria prefeitura, registrou 230 casos confirmados de Covid-19 e quatro mortes no período consultado.

Confira o documento:

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Da Redação

Foto: Divulgação / Ilustração: Marcus Reis

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