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quarta-feira, maio 22, 2024

Defensoria Pública promove, simultaneamente, curso de Defensora Populares para mulheres na capital e no interior

O curso é realizado pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), DPE-AM, coordenado pela defensora pública Caroline Braz em parceria com a Seduc. A iniciativa visa democratizar o acesso à Justiça e às instituições públicas e fortalecer a instituição na sua relação com a comunidade

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A primeira edição do curso Defensoras Populares, realizado pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), foi o tema abordado nessa quinta-feira, 30/9, no quadro “Erica Lima Conversa”, do Portal O Convergente, com a coordenadora do Nudem, a defensora pública Caroline Braz.

Na conversa, Caroline Braz explicou que o projeto visa capacitar em educação, direitos da mulher e direitos humanos, mulheres que se destacam como lideranças populares, principalmente, aquelas que lidam com a população em situação de vulnerabilidade, além de buscar formar lideranças femininas, tornando-as agentes multiplicadores em suas comunidades.

Parceria – A defensora informou que esse curso já é realizado por Defensorias Públicas em outros estados brasileiros, no entanto, somente para mulheres que residem nas capitais, diferentemente deste, que contempla mulheres na capital e no interior do Estado através de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc).

“Esse curso está sendo transmitido para as mulheres de todo interior. Na hora que a gente abriu as inscrições, já concluímos mais de mil inscrições. Todas as inscritas vão ganhar um certificado de defensora popular, mas o curso também vai ficar disponível no YouTube para quem tiver a curiosidade de assistir”, informou.

As aulas ocorrem em formato telepresencial e on-line para Manaus e interior, com transmissão por meio do Centro de Mídias da Educação do Amazonas (Cemeam), da Seduc.

Público-alvo – A coordenadora do Nudem explicou que o curso não é voltado para mulheres da área jurídica, mas para mulheres que são lideranças em suas comunidades, para que possam ser agentes multiplicadores de conhecimento.

“A capacitação é pra mulheres da comunidade. Mulheres que são líderes, mulheres que tem aquela liderança dentro do seu bairro. Uma conselheira tutelar que vai precisar divulgar e dar informações. Assistentes sociais que trabalham diretamente com o público. A ideia realmente é capacitar mulheres para que elas conheçam os seus direitos”, informou.

Metodologia – Conforme a defensora, o curso consiste em dez módulos que serão realizados todas as terças-feiras, das 16h30 às 18h30, de forma presencial e on-line.

“Das mil inscritas, 500 vão assistir as aulas presencialmente e 500 mulheres vão assistir on-line. Quem se matriculou, se inscreveu no link da Defensoria para assistir on-line vai receber um link e nesse link ela vai para comprovar que assistiu aula. Só recebe o certificado quem assistir 70% das aulas. Então peço para não confundirem achando que se você assistir no YouTube você está dentro. O certificado valerá para quem entra com a senha, que irá chegar no seu e-mail, para confirmar que está assistindo as aulas”, pontuou.

A defensora pública informou que aquelas mulheres que não conseguiram se inscrever, mas que tenham interesse em conhecer e tirar dúvidas sobre os seus direitos, terão os módulos a disposição na plataforma do YouTube. Caroline Braz ressaltou que, além da capacitação, o objetivo do curso também é levar transformação para as mulheres por meio da educação.

“Tem mulheres que estão andando duas horas até chegar na escola pra poder assistir esse curso. Então, a gente vê que as nossas lutas estão na força dessas mulheres. Mulheres que não desistem, que não param, que realmente focam e querem alcançar os seus objetivos. E é pra essas mulheres que nós estamos realmente sonhando e tornando agora esse sonho uma realidade de educar, de falar de direitos. Acredito muito na educação, somente com conhecimento nós vamos transformar as nossas vidas”, finalizou.

O curso – Capitaneada pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da DPE-AM, com apoio da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), a iniciativa pretende democratizar o acesso à Justiça e às instituições públicas e fortalecer a instituição na sua relação com a comunidade.

O curso iniciou no dia 28 de setembro e seguirá até 14 de dezembro. Serão realizadas 10 aulas, que ocorrerão às terças-feiras e terão duração de duas horas, das 16h40 às 18h30. A carga horária será de 20 horas.

As aulas do curso ocorrerão em dois formatos, tanto telepresencial (com transmissão ao vivo por meio do Cemeam) como on-line (aulas gravadas na plataforma Coursify), considerando as peculiaridades do Estado do Amazonas, permitindo maior alcance do curso. Nas duas modalidades o curso será transmitido pelo canal da Defensoria no YouTube.

O curso inclui, além de aulas teóricas, rodas de conversas, mostra de filmes, exposições artísticas e visitas à Defensoria Pública, delegacias de polícia, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal.

A transmissão do curso para os polos da DPE-AM no interior do estado é feita pela da Seduc-AM. A Esudpam emitirá os certificados e a carteira de defensoras populares.

Confira a entrevista na íntegra:

Fotos:

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Por Lana Honorato

Fotos: Marcus Reis

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