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quarta-feira, julho 24, 2024

CPI da Covid ouve ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo

Em quase uma hora de depoimento, ele falou sobre os recursos estaduais gastos na pandemia e admitiu dificuldade de atendimento de alta complexidade no interior do Estado

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Na primeira hora de seu depoimento na CPI da Covid, no Senado, o ex-secretário de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campêlo admitiu dificuldades do Estado no atendimento as vítimas de Covid no interior do Amazonas e afirmou que boa parte dos recursos utilizados na pandemia foram provenientes de recursos estaduais.

Aparentemente nervoso, Campêlo iniciou seu depoimento falando sobre sua carreira e sua atuação no serviço público. Ele relatou alguns fatos ocorridos no Estado durante a pandemia, assim como a capacidade hospitalar.

Questionado sobre as vulnerabilidades do estado e da capital em relação a primeira e segunda ondas da pandemia, Marcellus falou sobre o assunto após ser questionado pelo relator da CPI, o senador o senador Renan Calheiros (MDB). E disse que as principais dificuldades foram, principalmente, a escassez de recursos humanos e profissionais especializados.

“Temos um problema histórico de falta de UTI. Nós ampliamos as unidades de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), mas não temos UTIs no interior do Amazonas, o que dificulta o atendimento de casos de complexidade. Isso foi um grande gargalo e ainda é. Tivemos também a questão logística, o que dificulta qualquer ação para atender a rede de saúde em qualquer emergência”, disse ela ao afirmar que o governo estadual já tem um projeto para instalar as UTIs em alguns municípios este ano.

Sobre a observação da secretaria de saúde em relação ao um possível colapso, o ex-secretário disse que o Estado estava preparado para um caso semelhante ao ocorrido na primeira onda e não previam os acontecimentos em torno dos fatos ocorridos no início de janeiro, quando o estado vivenciou a crise de oxigênio.

“Nós fizemos um plano de contingência, cujo o pior cenário era a repetitivo ao da crise da primeira onda, então o plano foi elaborado olhando para a primeira. Até dezembro de 2020, o número de internações não tinha chegado ao que foi a primeira onda. Então só no final de dezembro começamos a notar que tinha algo diferente”, afirmou.

O ex-secretário ao ser questionado sobre os recursos enviados pelo Governo Federal para ajudar o estado no combate a pandemia disse que eles chegaram, mas depois que a situação já estaria amenizada. Conforme ele, foram usados recursos estaduais no ápice das crises causadas pela pandemia.

“O que nós tínhamos no fechamento de 2020 era de, aproximadamente, R$ 480 milhões do Fundo Estadual de Saúde, onde R$ 115 milhões era especificamente para o atendimento de Covid. Vale ressaltar que o repasse de recurso do Governo Federal, sendo o Amazonas o primeiro estado a ter a primeira onda e a segunda onda quando chegam, chegam em um momento de diminuição de taxa. E o investimento foi feito em maior parte pelo Governo do Amazonas”, disse.

O depoimento de Campêlo na CPI tem previsão de durar o dia inteiro e um dos principais pontos destacados durante os questionamentos está sendo a crise de oxigênio no estado.

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Por Izabel Guedes

Foto: Divulgação

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