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terça-feira, julho 16, 2024

Gabinete do vice-governador Carlos Almeida é invadido e funcionários são exonerados

Medidas teriam sido adotadas em retaliação à filiação do vice-governador ao PSDB na última segunda-feira, 24. A sigla tem como dirigente regional o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, desafeto declarado do governador Wilson Lima

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A invasão ao gabinete do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (PSDB) virou caso de polícia e foi classificada como retaliação à filiação dele ao partido que tem como presidente regional o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, desafeto do governador Wilson Lima (PSC). A invasão ocorreu, segundo o boletim ocorrência registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), um dia após o vice-governador ingressar no ninho tucano.

Além da invasão ao gabinete, que fica dentro da sede do Governo do Amazonas, bairro Compensa, zona Oeste, todos os funcionários que eram lotados na vice-governadoria e que estavam à serviço de Carlos Almeida foram exonerados. As exonerações foram publicadas na edição do Diário Oficial do Estado da última segunda-feira, 24/5. Dia em que o Partido da Social da Democracia Brasileira (PSDB) anunciou a oficialização de Almeida como membro no partido.

Na delegacia, a ocorrência foi registrada pelo secretário-executivo do vice-governador, Renato Nogueira, que também foi exonerado. Segundo o registro policial, algumas fechaduras das portas do gabinete foram trocadas e os pertences, como fotos e documentos, tanto do vice-governador como de outros funcionários foram retirados do local.

As informações também foram descritas em um vídeo que circula nas redes sociais. Nas imagens, o funcionário mostra detalhes do gabinete e afirma como teria encontrado o local na manhã de ontem, 25/5.

“As mesas foram revidadas. As cadeiras espalhadas. A gavetas mexidas. Algumas coisas não estavam no lugar. O depósito foi revirado. Não estava assim. Aqui na antiga sala do secretário tinha fotos e levaram”, descreve ele em um trecho do vídeo.

 

Relação estremecida – A relação entre Carlos Almeida e o governador Wilson Lima está estremecida há algum tempo. Almeida pediu para sair das suas funções no Governo do Estado em maio do ano passado porque, segundo ele, não concordou com os direcionamentos que a gestão estadual estava adotando naquele momento. Desde então, o vice-governador vem sendo mantido distante das agendas oficiais do Estado e tem se limitado a conduzir algumas poucas reuniões no âmbito estadual.

Ameaça – No início de maio, o vice-governador, após um tempo ausente das redes sociais, fez uma publicação explicado o seu posicionamento em torno de ações do Governo do Estado e sobre as investigações e denúncias feitas pela Polícia Federal (PF) e Procuradoria Geral da República (PGR), em relação a compra superfaturada de respiradores em uma loja de vinhos.

Na publicação, Almeida relatou ter sofrido ameaças após sua ruptura com o governador Wilson Lima. Esta denúncia está na pauta de julgamento no Supremo Tribunal de Justiça do próximo dia 2 de junho.

O vice-governador acusou o governador de, alinhado com o presidente Jair Bolsonaro, permitir que o Amazonas fosse usado como laboratório para análise sobre uso da cloroquina no tratamento preventivo do coronavírus e de deixar que a cepa P1 se espalhasse, sem restrições, por acreditarem que Manaus havia atingido a imunidade de rebanho.

Resposta – O Portal O Convergente entrou em contato com o Governo do Estado para pedir um posicionamento em torno das afirmações feitas pelo servidor ligado à Carlos Almeida, bem como sobre as exonerações, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno às demandas.

Confira os documentos: 

 

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Por Izabel Guedes

Foto e vídeo : Divulgação / Ilustração : Marcus Reis

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