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segunda-feira, julho 22, 2024

Profissionais de saúde reclamam carga de trabalho excessiva e pagamento de benefícios garantidos por lei

Além de reivindicarem a redução de plantões, os profissionais pedem por inclusão de benefícios como ticket alimentação, insalubridade e adicional noturno

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Em janeiro de 2021, o Ministério de Saúde recrutou mais de 2,5 mil profissionais de saúde para trabalhar na linha de frente no combate à pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas. A contratação desses profissionais ficou sobre a responsabilidade do Governo do Estado do Amazonas.

Em busca de melhores condições de trabalho, funcionários da área de saúde, através do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas, Beneficentes e Religiosas em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Amazonas (Sindpriv/AM), reuniram-se na última sexta-feira, 16/4, com membros da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para reivindicar direitos.

Segundo a categoria, os funcionários contratados para auxiliar no tratamento de pacientes com coronavírus chegam a fazer 13 plantões, três plantões a mais que os servidores mais antigos. De acordo com a diretora presidente do Sindpriv/AM, a enfermeira Graciete Mourinho, o salário dos novos funcionários é inferior aos demais.

“Tem enfermeiro que está ficando com 18 pacientes no Delphina Aziz. O fisioterapeuta também está ficando com 18, chega a 20, isso é um absurdo. Na pandemia enfermeiro, pela lei, o correto é ficar com cinco paciente e não 10, nem 20, nem 30. Não tem como ele dar assistência, não dá. Os técnicos de enfermagem estão ficando com 11 pacientes, não só no HPS Delphina, mas no Platão Araújo e no João Lúcio”, reclamou.

Além de reivindicarem a redução de plantões, os profissionais pedem por inclusão de benefícios como entrega do ticket alimentação, insalubridade e adicional noturno que não tem chegado para todos os funcionários. “A gente perdeu muitos profissionais para a Covid-19, mais de 80 profissionais. Os trabalhadores continuam em contato direto com os pacientes, dando tudo de si e muitos com sequelas. É injusto eles não receberem seus direitos”, reforçou a enfermeira.

Para o portal O Convergente, a presidente do Sindpriv disse que durante a reunião, mantida com a SES-AM na semana passada, foi constatado que os funcionários não estavam recebendo os benefícios garantidos por lei e foi acordado que será feito um encaminhamento ao governador Wilson Lima para que ele aprove os pagamentos.

Segundo o que foi explicado para enfermeira, o trâmite para esse tipo de processo pode ser lento, pois os documentos ainda terão que ser encaminhados para a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AM), Corregedoria e talvez pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para finalmente ser aprovado.

“Eu não acredito que precise fazer isso, porque se é direito e está na lei, não tem motivo de passar pela Assembleia para ter aprovação. Então, a gente vai dar continuidade a um abaixo-assinado nos hospitais e vamos marcar um dia para ir à Assembleia Legislativa pedir essa aprovação. Se é direito, que se cumpra o que está na lei”, finalizou.

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Por Juliana Freire

Foto: Divulgação

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