As empresas do sistema de transporte coletivo de Manaus não estariam dando assistência a motoristas e cobradores de ônibus no combate à Covid-19. A denúncia foi feita nesta segunda-feira, 5/4, pelo vereador Jaildo Oliveira (PCdoB), durante sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo o parlamentar, os rodoviários estão tendo que comprar máscaras e álcool em gel por conta própria e correm risco de contaminação com o coronavírus, já que convivem diariamente com coletivos lotados. O vereador pediu que os profissionais sejam incluídos como prioridade na vacinação, uma vez que o sistema do transporte coletivo também é considerado como serviço essencial.
“No começo as empresas forneciam os materiais para os funcionários. Hoje isso não acontece. As vezes o sindicato ajuda. Essa situação é preocupante, pois sabemos do risco de uma terceira onda da doença. Muitos pesquisadores tem falado isso”, afirmou.
Órgãos de fiscalização – O vereador disse que já enviou vários documentos para os órgãos fiscalizadores, como o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) para que a questão da vigilância seja revista, no entanto, nada teria sido feito até o momento.
“Se a gente for nas garagens na madrugada a gente vê como é. Esses trabalhadores correm risco todos os dias. Muitos já morreram vítimas de Covid-19 e outros convivem com o medo. Por isso, a gente precisa priorizar esses profissionais na campanha de vacinação. Assim como outros profissionais entraram na prioridade, a gente pede ao Governo do Estado que eles olhem para esses profissionais”, destacou o parlamentar.
A campanha de vacinação, porém é de responsabilidade das prefeituras municipais, que seguem o calendário de grupos prioritários estabelecidos pelo Governo Federal, através do Ministério da Saúde (MS), pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).
Para o vereador Caio André (PSC), a situação merece de fato atenção, mas não seria definida pelo governo do estado. “Sobre a vacinação dos cobradores e motoristas de ônibus, eles realmente nunca pararam na pandemia e precisam se imunizar. No entanto, ao contrário do que o vereador Jaildo propõe, ao Governo do Estado não cabe escolher as prioridades. Infelizmente eles não têm autonomia para escolher as prioridades e sim o Ministério da Saúde, pelo PNI”, reforçou.
Até o fechamento desta edição, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não havia respondido aos questionamentos feitos pela reportagem.
Por Izabel Guedes
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