O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve pautar para votação, antes do recesso parlamentar, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A expectativa é que o texto permaneça em fase de discussão, sem avanço para deliberação em Plenário nas próximas semanas.
Nos bastidores do Senado, interlocutores do presidente da Casa afirmam que Alcolumbre pretende ampliar o debate sobre a proposta e ouvir o posicionamento do governo federal antes de definir um cronograma para a tramitação da matéria. Até o momento, não há previsão para que a PEC seja incluída na pauta de votações.
A discussão sobre o tema deve ganhar novo impulso nesta quarta-feira (30), quando o Senado promoverá uma audiência pública em Plenário para debater os impactos da proposta sobre as relações de trabalho e a economia. O encontro reunirá parlamentares e representantes de diferentes setores envolvidos no debate.
Também está prevista para a quarta-feira uma reunião entre Davi Alcolumbre e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da proposta original apresentada na Câmara dos Deputados. O encontro deve servir para discutir o andamento da PEC e as expectativas em torno da análise pelo Senado.
Desde que a matéria foi encaminhada à Casa, Alcolumbre tem defendido que o texto seja analisado com cautela. Segundo relatos de senadores, o presidente do Senado entende que a proposta exige um debate aprofundado e não deve ser tratada apenas como uma etapa de confirmação do texto aprovado pelos deputados.
Outro fator que tende a reduzir o ritmo da tramitação é a dinâmica de funcionamento do Legislativo nas próximas semanas. Conforme parlamentares ouvidos pela reportagem, as atividades do Senado ocorrerão de forma remota até o início do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho, o que deve limitar a votação de matérias consideradas mais sensíveis ou de maior impacto político.
A PEC que propõe o fim da escala 6×1 tem mobilizado centrais sindicais, representantes do setor produtivo e parlamentares, tornando-se um dos principais temas em debate no Congresso Nacional neste primeiro semestre.
*Com informações da CNN
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