O comando militar conjunto do Irã, Khatam al-Anbiya, acusou os Estados Unidos de violarem um cessar-fogo ao interceptarem e abrirem fogo contra um navio comercial iraniano no Golfo de Omã. A declaração foi feita neste domingo (19) por meio de um porta-voz citado pela mídia estatal iraniana.
Segundo o representante militar, a embarcação seguia rota comercial entre China e Irã quando foi alvo da ação americana. O comando iraniano classificou o episódio como “pirataria armada” e afirmou que haverá resposta.
“Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão contra essa pirataria armada perpetrada pelos militares dos EUA”, declarou o porta-voz.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma versão diferente do ocorrido. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o navio iraniano tentou romper um bloqueio naval imposto pelos EUA na região.
De acordo com Trump, o cargueiro, identificado como TOUSKA, foi interceptado pelo destróier USS Spruance no Golfo de Omã. Ainda segundo o presidente, a embarcação teria ignorado ordens para parar, levando à intervenção militar.
O chefe da Casa Branca afirmou que a ação resultou na apreensão do navio, após danos à casa de máquinas, e que fuzileiros navais dos EUA assumiram o controle da embarcação.
O caso amplia a tensão entre os dois países em uma região estratégica para o comércio internacional de petróleo e rotas marítimas, com potencial de repercussões diplomáticas e militares nos próximos dias.
*Com informações da CNN
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