O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (14) que será candidato à reeleição, após declarações recentes terem gerado especulações sobre uma possível desistência da disputa presidencial.
Durante entrevista concedida aos sites Brasil 247, DCM e Revista Fórum, Lula destacou que sua decisão está ligada a um compromisso político e social. “Sou candidato por isso, eu tenho muita coisa para fazer nesse país”, afirmou. Ele também declarou que nunca teve tanta disposição para governar: “Meu quarto mandato é para fazer esse país dar um salto decisivo”.
O presidente ainda disse que considera a candidatura um dever. “É um compromisso moral, ético e até cristão não permitir que os fascistas voltem a governar”, afirmou, ao comentar o cenário político e o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência.
As falas ocorrem após uma entrevista concedida na semana passada ao ICL Notícias, na qual Lula afirmou que ainda não havia decidido sobre a candidatura, o que foi interpretado por setores, especialmente do mercado financeiro, como um possível recuo.
“Falo que eu não decidi ser candidato ainda, mas o fato é que vai ter uma convenção no meio de junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, uma coisa nova para esse país. Alguma coisa para que a gente não fique só ‘entra um mandato, acaba com a fome, sai, volta e a fome tá de volta outra vez’”, declarou na ocasião.
Na mesma entrevista, o presidente já indicava que a candidatura era provável. Segundo ele, a decisão final envolve a apresentação de propostas consistentes para o país.
Lula também criticou o mercado financeiro, afirmando que o setor prefere outros nomes à sua candidatura. De acordo com o presidente, parte dos agentes econômicos não apoia políticas de inclusão social e prioriza medidas voltadas ao pagamento de juros.
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