O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta sexta-feira (6) sua pré-candidatura à Presidência da República. Em um “manifesto ao Brasil” divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual afirmou que o país enfrenta um “problema de direção” e defendeu a construção de um novo ciclo político baseado em responsabilidade fiscal e reequilíbrio institucional.
No texto, Leite avaliou o cenário político nacional e afirmou que a próxima eleição será decisiva para o futuro do país. “Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento”, declarou.
O governador também defendeu uma nova relação entre os Poderes da República. Segundo ele, reformas estruturais só serão possíveis com maior coordenação institucional e diálogo entre as instituições. “Precisamos reequilibrar as funções dos três Poderes, com diálogo, transparência e visão de país. Sem coordenação entre os Poderes, não há reforma estrutural”, afirmou.
No manifesto, o governador mencionou problemas estruturais do Estado brasileiro e afirmou que é necessário enfrentar privilégios no setor público e distorções institucionais. Entre os exemplos citados por ele estão episódios envolvendo a Operação Lava Jato, o caso do Banco Master, além do que chamou de “farra de emendas” e dos chamados “penduricalhos” que elevam salários no serviço público.
Além de Eduardo Leite, o Partido Social Democrático também tem outros dois governadores apontados como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto: Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior.
No fim de janeiro, ao anunciar sua saída do União Brasil, Caiado publicou um vídeo ao lado dos dois governadores. Na ocasião, os três afirmaram que o grupo deverá apoiar aquele que for escolhido como candidato do bloco na disputa presidencial.
A definição do nome que representará o grupo na eleição presidencial deve ocorrer ao longo das próximas articulações internas do partido.


