O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acusou nesta sexta-feira (23) o senador Flávio Bolsonaro (PL) de reproduzir propostas de seu governo para a renegociação de dívidas dos brasileiros. A declaração ocorreu durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, quando os candidatos discutiram medidas para reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito.
Durante sua participação, Lula afirmou que o governo federal já apresentou uma iniciativa para renegociar débitos junto às instituições financeiras, por meio da realização de leilões de carteiras de dívidas. Segundo o presidente, a proposta prevê descontos que podem chegar a 95%, permitindo que consumidores inadimplentes regularizem sua situação financeira.
O petista destacou que a medida já foi encaminhada ao Congresso Nacional e criticou Flávio Bolsonaro por defender uma iniciativa que, segundo ele, possui características semelhantes às ações apresentadas anteriormente pelo governo federal.
A proposta mencionada por Lula está relacionada à nova fase do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas. O mecanismo prevê a aquisição de carteiras de débitos com descontos negociados junto aos credores, com o objetivo de oferecer condições mais favoráveis aos consumidores.
Durante a discussão, o presidente também mencionou medidas voltadas à regularização de dívidas com o governo federal, incluindo iniciativas destinadas aos microempreendedores individuais (MEIs).
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem defendido a compra de dívidas de pessoas físicas e empresas pelo governo federal, com períodos de carência para o pagamento. Entre as propostas apresentadas pelo senador estão a suspensão temporária das cobranças e a oferta de condições de financiamento mais acessíveis.
Embora os dois candidatos defendam mecanismos de renegociação, as propostas apresentam diferenças. Enquanto Lula destaca a compra de carteiras de dívidas com descontos obtidos em leilões, Flávio propõe períodos de carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas.
O embate ocorreu durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.


