O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (23), durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, que a preservação da Floresta Amazônica pode gerar mais recursos econômicos do que atividades como a pecuária e a formação de pastagens. O petista defendeu a valorização da chamada economia verde como alternativa para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.
Durante a discussão, Lula destacou o potencial econômico da floresta em pé e afirmou que a exploração sustentável dos recursos naturais pode proporcionar oportunidades de geração de emprego e renda para a população amazônica, sem a necessidade de ampliar o desmatamento.
O presidente também criticou o conhecimento de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), sobre a realidade da Amazônia. Ao abordar o tema, Lula ressaltou a importância dos povos indígenas na proteção ambiental e defendeu a preservação dos territórios tradicionalmente ocupados por essas comunidades.
Segundo o candidato à reeleição, a proteção das terras indígenas está diretamente relacionada à conservação da biodiversidade e à manutenção dos recursos naturais da região. Lula argumentou que é possível conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental por meio de políticas que valorizem as atividades sustentáveis.
A defesa da floresta em pé faz parte das propostas ambientais apresentadas pelo presidente, que incluem investimentos em bioeconomia, biotecnologia e aproveitamento sustentável da biodiversidade. Entre as possibilidades estão a produção de medicamentos, cosméticos e outros produtos derivados de recursos naturais da Amazônia.
O petista também defendeu que as comunidades indígenas e tradicionais sejam incluídas nas oportunidades econômicas geradas pela preservação ambiental, garantindo que os benefícios dessas atividades alcancem as populações que vivem na região.
As declarações ocorreram durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25), quando Lula enfrentará Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.


