O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou nesta sexta-feira (23) o plano econômico de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), durante o debate presidencial promovido pela TV Globo. Ao defender a política de valorização do salário mínimo, o petista mencionou o presidente da Argentina, Javier Milei, e questionou a orientação econômica defendida por seus adversários.
Durante a discussão, Lula destacou que seus governos e os da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) adotaram políticas de reajuste do salário mínimo acima da inflação, permitindo ganhos reais no poder de compra dos trabalhadores.
Segundo o presidente, caso essa política não tivesse sido implementada, o salário mínimo brasileiro estaria atualmente em R$ 900. A estimativa foi apresentada pelo candidato durante o debate, sem detalhamento dos cálculos utilizados.
Lula também responsabilizou os governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) pela interrupção da política de valorização real do piso nacional. O petista afirmou que pretende continuar promovendo reajustes acima da inflação caso seja reeleito.
Ao criticar a proposta econômica de Flávio Bolsonaro, Lula mencionou a proximidade do adversário com Javier Milei, presidente da Argentina, conhecido por defender medidas de austeridade fiscal, redução de gastos públicos e diminuição da intervenção estatal na economia.
A política de valorização do salário mínimo foi retomada no atual governo Lula e regulamentada pela Lei nº 14.663, de 2023. A legislação estabeleceu uma fórmula de reajuste que considera a inflação e o crescimento econômico, posteriormente submetida a limites fiscais.
O debate ocorreu na reta final da campanha presidencial. Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições neste domingo (25), quando os brasileiros retornarão às urnas para escolher o próximo presidente da República.


