O percentual de famílias endividadas no Amazonas caiu de 88,1% em agosto para 86,7% em setembro de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar da redução, o levantamento mostra que 617.042 famílias ainda tinham algum tipo de dívida no estado.
Em setembro, 42,1% das famílias amazonenses, o equivalente a 299.704, estavam com contas atrasadas. Outras 12,5%, cerca de 88.991 famílias, disseram não ter condições de pagar as dívidas vencidas. Entre os débitos em atraso, 43,7% correspondiam a valores de até 10 salários mínimos, enquanto 26,8% ultrapassavam essa faixa.
No cenário nacional, o endividamento também apresentou queda, passando de 82% em agosto para 81,7% em setembro. A parcela de famílias com contas atrasadas recuou de 29,9% para 29,6% no período. Em setembro de 2025, o índice era de 30,5%.
O percentual de famílias brasileiras que declararam não ter condições de pagar as dívidas em atraso permaneceu em 12,5% em setembro, abaixo dos 13% registrados no mesmo mês do ano passado. Já a proporção de famílias consideradas muito endividadas caiu de 17,9% para 17,3%.
De acordo com a CNC, a inadimplência nacional diminuiu entre as famílias com renda de até três salários mínimos, mas aumentou entre aquelas que recebem mais de 10 salários mínimos. Essa foi a única das quatro faixas de renda analisadas em que houve crescimento do indicador.
A entidade projeta que o endividamento das famílias brasileiras termine 2026 relativamente estável, em torno de 81,5%.
O endividamento inclui famílias que possuem compromissos financeiros a vencer, como parcelas do cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e carnês de lojas, mesmo quando os pagamentos estão em dia.
Já a inadimplência corresponde às dívidas que não foram pagas dentro do prazo estabelecido. Dessa forma, uma família pode estar endividada sem ser inadimplente, desde que mantenha os pagamentos em dia.


