O Partido dos Trabalhadores do Amazonas (PT-AM) negou nesta quinta-feira (8) ter oferecido, autorizado ou realizado pagamento de até R$ 100 mil ao influenciador digital Will Robson para a produção de conteúdo político durante o segundo turno das Eleições 2026.
A manifestação ocorreu após Will publicar nas redes sociais capturas de tela de uma suposta conversa em que uma pessoa, apresentada por ele como ligada à área de comunicação do partido, teria proposto uma parceria para produção de vídeos e publicações durante a campanha presidencial. Em um dos trechos divulgados, aparece a negociação de um valor de R$ 100 mil.
Will Robson é um influenciador e humorista amazonense que ganhou projeção com vídeos sobre relacionamentos e situações do cotidiano. Conhecido nas redes por bordões como “tu quer é um marido” e “já merendou”, ele acumula centenas de milhares de seguidores no Instagram.
Na publicação sobre a suposta proposta, o influenciador afirmou que seu apoio político não estaria à venda e sustentou ter sido procurado para produzir conteúdo durante o segundo turno. Até o momento, porém, não há confirmação independente sobre a autenticidade integral das mensagens nem comprovação pública de que o interlocutor estivesse autorizado a falar em nome do PT-AM ou da campanha presidencial.
Em nota, o diretório estadual afirmou que as capturas de tela apresentadas não comprovam autenticidade, origem, integridade, contexto ou vínculo com a legenda.
“O PT-AM nega expressamente ter oferecido, autorizado, contratado ou efetuado qualquer pagamento com essa finalidade”, afirmou o partido em trecho da manifestação.
A legenda informou ainda que pretende adotar medidas jurídicas e buscar a apuração formal do episódio, inclusive na Justiça Eleitoral, para verificar a origem e a autoria das mensagens.
Além da nota pública, o PT-AM apresentou nesta quinta-feira representação no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) contra Will Robson. Segundo a ação, o partido afirma não reconhecer a mensagem divulgada e sustenta não haver, até agora, elementos que demonstrem que o responsável pela abordagem tinha vínculo ou autorização da legenda.
O partido também pediu a preservação dos registros digitais relacionados ao episódio para permitir a apuração da origem e da autenticidade das conversas. A discussão ocorre em meio ao segundo turno presidencial, disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Confira a nota na íntegra:
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