O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), intensificou as ações de enfrentamento aos incêndios urbanos e florestais no estado, após o número de ocorrências aumentar 540% em 2026. Entre 1º de janeiro e 22 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 5.473 incêndios, contra 855 no mesmo período de 2025.
Diante do crescimento das ocorrências e dos impactos da fumaça sobre a população, Cidade tem acompanhado as operações de combate às chamas e defendido o reforço das equipes, dos equipamentos e da atuação conjunta entre os órgãos estaduais, municipais e federais.
Segundo o governador, a prioridade é ampliar a capacidade de resposta dos bombeiros e reduzir os riscos à saúde e à segurança dos moradores, especialmente nas regiões afetadas pelas queimadas.
“Estamos trabalhando para enfrentar esse momento difícil, reforçando as equipes, os equipamentos e a atuação integrada em todo o Amazonas. Nossa preocupação é proteger a população, reduzir os impactos da fumaça e garantir que os bombeiros tenham condições de agir com rapidez onde houver necessidade”, afirmou Roberto Cidade.
O governador também pediu a colaboração dos moradores para evitar novos incêndios, principalmente por meio da suspensão de queimadas irregulares e da denúncia de possíveis crimes ambientais.
“Pedimos que a população não provoque queimadas e denuncie qualquer atividade criminosa. Precisamos unir esforços para superar essa situação e proteger a vida dos amazonenses”, acrescentou.
Operação mobiliza 1.500 profissionais e 18 aeronaves
Uma das principais frentes de enfrentamento aos incêndios é a Operação Amazonas+Verde, iniciada em maio pelo Governo do Amazonas. Atualmente, cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam nas ações de prevenção e combate às queimadas em 36 municípios.
A operação reúne atividades de fiscalização ambiental, educação preventiva, combate aos incêndios florestais e ampliação da capacidade operacional das equipes.
Desde 11 de outubro, o estado também conta com reforço aéreo do Governo Federal. Ao todo, 18 aeronaves estão mobilizadas, sendo 16 federais e duas estaduais. A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.
Além disso, a operação recebeu 20 novas viaturas, entre elas 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, e 453 equipamentos multimissão.
Governo estabelece restrições ao uso do fogo
Entre as medidas adotadas para conter o avanço das queimadas está a proibição do uso do fogo em todo o território amazonense por 120 dias, estabelecida pelo Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, respeitadas as exceções legais.
Posteriormente, em 10 de outubro, o governo de Roberto Cidade publicou o Decreto nº 55.751, que declarou situação de emergência por 180 dias em municípios afetados pelos incêndios florestais.
As medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do poder público e reduzir os impactos ambientais e sanitários provocados pelas queimadas.
Número de incêndios cresce no Amazonas
De acordo com o levantamento do Corpo de Bombeiros, dos 5.473 incêndios registrados neste ano, 3.892 ocorreram em áreas florestais e 1.581 em áreas urbanas.
No mesmo período de 2025, foram contabilizados 493 incêndios florestais e 362 urbanos. Os dados representam um aumento de 4.618 ocorrências em um ano.
Paralelamente às ações emergenciais, o CBMAM ampliou sua estrutura no interior do Amazonas. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número de municípios com bases permanentes passou de 11 para 25.
O efetivo da corporação também cresceu de 692 militares, em 2019, para 1.651 em 2026, após a realização de concurso público.
Segundo o Governo do Amazonas, as atividades de educação ambiental desenvolvidas entre junho e agosto alcançaram mais de 43 mil pessoas. A orientação é que a população respeite as restrições ao uso do fogo e comunique possíveis queimadas criminosas aos órgãos responsáveis.




