Flávio Bolsonaro promete garantir seguro rural e reajustar aposentadorias acima da inflação

Durante debate na TV Globo, candidato do PL criticou juros dos financiamentos agrícolas e defendeu medidas para proteger recursos destinados aos produtores rurais

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (23), durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, que pretende garantir recursos para o seguro rural e conceder reajustes acima da inflação aos aposentados. O parlamentar também criticou as taxas de juros cobradas nos financiamentos agrícolas e defendeu maior previsibilidade para os produtores brasileiros.

Durante a discussão, Flávio destacou a importância do Plano Safra, programa federal que disponibiliza linhas de crédito para financiar a produção agropecuária. Segundo o candidato, é necessário assegurar que os recursos destinados ao setor não sofram bloqueios orçamentários, permitindo que os agricultores tenham maior segurança para planejar suas atividades.

O senador afirmou que, caso seja eleito, pretende aprovar uma legislação para impedir o contingenciamento de verbas destinadas ao seguro rural e ao Plano Safra, incluindo os recursos voltados à agricultura familiar.

A proposta busca garantir a disponibilidade dos valores previstos para o financiamento da produção agrícola e para a proteção dos produtores diante de prejuízos provocados por eventos climáticos, como secas e enchentes.

Além das medidas destinadas ao agronegócio, Flávio Bolsonaro também abordou a situação dos aposentados rurais. O candidato prometeu assegurar a manutenção dos benefícios previdenciários e defendeu a concessão de reajustes acima da inflação, com o objetivo de preservar e ampliar o poder de compra dos beneficiários.

A ampliação do seguro rural já integra o programa de governo apresentado pelo candidato. Entretanto, o documento não estabelece valores específicos para os investimentos nem metas quantitativas para a expansão da cobertura. A proposta de impedir o contingenciamento de recursos também dependeria de aprovação do Congresso Nacional.

As declarações ocorreram durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25), quando Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

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