A deputada estadual Joana Darc (União Brasil), eleita deputada federal pelo Amazonas, afirmou durante a sessão desta quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que pretende fiscalizar a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado após tomar posse no Congresso Nacional.
A manifestação ocorre após uma decisão da Justiça Federal, proferida em 13 de outubro, determinar que Agenor Tupinambá entregue a capivara Filó ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Manaus, no prazo de 30 dias.
Durante o pronunciamento, a parlamentar anunciou que o órgão ambiental será o primeiro a ser fiscalizado por ela após assumir o mandato federal. Joana também convidou outros deputados estaduais a acompanhá-la na iniciativa e criticou a atuação do Ibama no Amazonas.
“Então arrumem a casa, porque como deputada federal eleita, porque eles diziam, tu não pode fiscalizar aqui, sendo que eu poderia sim, porque o animal estava sendo maltratado lá dentro, inclusive a capivara Filó”, declarou.
A deputada afirmou que não pretende promover perseguições, mas defendeu que o órgão seja cobrado por sua atuação no estado. Segundo ela, o Ibama deveria apresentar resultados mais efetivos e evitar ações que, em sua avaliação, prejudicam moradores do interior e ribeirinhos que convivem com animais silvestres.
“Eu não quero fazer caça às bruxas e não faz parte da minha vida fazer isso, mas o primeiro órgão que eu vou fiscalizar como deputada federal eleita, depois que eu tomar posse, vai ser o Ibama, porque a gente não vê o Ibama fazendo nada de efetivo aqui no nosso estado”, afirmou.
Durante o discurso, Joana Darc também afirmou que pretende buscar apoio da bancada federal do Amazonas e dialogar com representantes do governo federal para tentar reverter a decisão sobre Filó.
A deputada eleita disse que pretende atuar para defender o bem-estar do animal e garantir que seu destino seja definido considerando as condições em que vive atualmente.
A decisão judicial estabelece o retorno da capivara ao centro de triagem, enquanto a parlamentar defende a permanência do animal em seu ambiente natural. O caso segue marcado pela divergência entre os argumentos apresentados pela defesa de Filó e a determinação da Justiça Federal.
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