O Governo do Amazonas informou que repassou, nesta quarta-feira (19), R$ 3 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). O valor corresponde à participação estadual referente ao mês de agosto no custeio do Passe Livre Estudantil.
Segundo as informações divulgadas pelo Estado, o pagamento foi realizado por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc). O governo afirma que a operação consta no Portal da Transparência por meio da ordem bancária nº 20260B0196482.
O repasse ocorreu antes de uma paralisação anunciada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, para esta quinta-feira (20). O movimento estava previsto para começar às 11h caso as empresas de transporte coletivo não efetuassem o pagamento dos salários dos trabalhadores.
Posteriormente, Givancir anunciou a suspensão da paralisação e atribuiu a solução da situação a uma atuação da Prefeitura de Manaus. O Governo do Amazonas contesta essa versão e afirma que não havia pendência referente à parcela estadual de agosto, uma vez que os R$ 3 milhões haviam sido repassados no dia anterior.
Estado cita repasse de R$ 18 milhões em julho
O Governo do Amazonas também informou que, em julho, repassou R$ 18 milhões ao Sinetram referentes a seis meses de participação estadual no custeio do Passe Livre Estudantil, entre fevereiro e julho.
O cálculo considerou parcelas mensais de R$ 3 milhões. Na ocasião, o pagamento ocorreu durante uma paralisação dos rodoviários que afetou o transporte coletivo em Manaus.
Com o pagamento de agosto informado pelo Estado, os repasses citados pelo governo referentes ao período de fevereiro a agosto somam R$ 21 milhões.
Transporte vira alvo de disputa política
As responsabilidades pelos pagamentos relacionados ao sistema de transporte coletivo passaram a ser alvo de declarações divergentes entre representantes do Governo do Amazonas, da Prefeitura de Manaus e do Sindicato dos Rodoviários.
No material divulgado nesta quinta-feira, o Governo do Estado contesta a versão apresentada por Givancir Oliveira sobre o pagamento e afirma que sua participação no custeio do Passe Livre Estudantil estava regularizada.
O episódio ocorre durante o período eleitoral de 2026, quando declarações relacionadas à responsabilidade pelo financiamento do transporte público também passaram a integrar o debate político entre integrantes das administrações estadual e municipal.


