O novo governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), chega ao comando do Executivo estadual após uma trajetória marcada por ascensão rápida e forte articulação política dentro do parlamento estadual.
Nascido em Manaus, Cidade é formado em Administração e Gestão Pública. Sua entrada na vida pública ocorreu em 2016, quando disputou sua primeira eleição para vereador, alcançando 6,2 mil votos e ficando na suplência.
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Dois anos depois, em 2018, assumiu vaga na Câmara Municipal de Manaus e participou de votações relevantes, como a Lei Orçamentária. Ainda naquele ano, foi eleito deputado estadual com 33,2 mil votos, sendo o segundo mais votado do Amazonas.
Ao chegar à Assembleia Legislativa do Amazonas em 2019, assumiu a 3ª vice-presidência da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes, Trânsito e Mobilidade. Em dezembro de 2020, tornou-se presidente da Casa com apenas 34 anos, sendo o mais jovem da história a ocupar o cargo e o primeiro parlamentar em primeiro mandato a comandar o Legislativo estadual.
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Em 2022, já filiado ao União Brasil, foi reeleito deputado estadual com 105,5 mil votos, a maior votação da história do estado. Foi reconduzido à presidência da Aleam por unanimidade para os biênios 2023/2024 e 2025/2026, um feito inédito.
Em 2024, assumiu o diretório municipal do partido em Manaus e disputou a Prefeitura, obtendo 187,5 mil votos, ampliando sua visibilidade eleitoral.
A eleição indireta que o levou ao governo, ao lado do vice Serafim Corrêa, foi marcada por unanimidade entre os deputados estaduais, consolidando sua força política no Legislativo.
Análise da especialista
Para a especialista política Denise Coelho, a eleição de Cidade por unanimidade reforça seu capital político, mas também impõe novos desafios imediatos.
Segundo ela, ao assumir o governo, o novo chefe do Executivo passa a estar sujeito às regras eleitorais caso decida disputar a reeleição no pleito regular.
“Com o encerramento da eleição indireta, com votação unânime, Roberto Cidade e o vice tomarão posse e, caso optem por disputar a eleição ordinária em outubro, estarão submetidos a todas as regras eleitorais vigentes. Isso inclui, por exemplo, restrições quanto à participação em inaugurações de obras públicas e atos administrativos típicos de gestão durante o período eleitoral”, avaliou.
A análise aponta que, além da gestão administrativa, o novo governador terá que equilibrar sua atuação institucional com as exigências legais do calendário eleitoral, em um cenário político que tende a ser competitivo no estado.
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