Suspensão do quinto constitucional pode alterar colégio eleitoral e gerar custos extras, alega OAB-AM

Entidade aponta “transtorno enorme” com possível cancelamento da consulta

Por

O presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, se manifestou, nessa quinta-feira (26), sobre a decisão judicial que suspendeu a consulta pública da advocacia para formação da lista do Quinto Constitucional ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas.

Segundo o dirigente, a entidade tomou conhecimento da medida inicialmente por meio de redes sociais e da imprensa, o que motivou a adoção de providências imediatas para verificar a situação processual.

Após a confirmação da decisão, a seccional convocou, em caráter extraordinário, o Conselho Seccional para analisar o caso. De acordo com Cleuter, não há recursos pendentes por parte da OAB-AM e, inclusive, a própria parte autora da ação teria informado a perda de objeto do embargo de declaração.

“Na quarta-feira fomos informados pelos grupos de redes sociais, pela imprensa que teria uma decisão que suspendia a consulta do quinto constitucional. Verificamos que a decisão realmente existia e aí fizemos uma convocação extraordinária do conselho seccional e verificamos que não existia qualquer recurso pendente da nossa seccional, pelo contrário, a própria embargante peticionou informando a perda do objeto do embargo de declaração”, declarou.

Diante disso, a OAB-AM encaminhou ao magistrado responsável pelo caso as informações levantadas, solicitando a reavaliação da decisão. Segundo o presidente, a entidade aguarda um novo posicionamento judicial.

“Levamos agora, há meia hora, a informação ao juiz para que ele aprecie. Não há nenhuma decisão definitiva sobre a nossa consulta”, afirmou.

A suspensão ocorre em um momento sensível do processo, próximo à realização da consulta junto à advocacia, o que, segundo a entidade, pode gerar impactos administrativos e financeiros.

Cleuter alertou que a eventual não realização da consulta pode acarretar prejuízos à organização do processo eleitoral, especialmente em relação ao colégio eleitoral e aos custos já empenhados.

“É importante frisar que, se não ocorrer a consulta, nós teremos muitos transtornos com relação às despesas que já foram feitas, transtornos com relação ao colégio eleitoral. Vejam só: o último dia para pagar a anuidade de 2026 é 31 de março. Caso a consulta não venha a ser realizada, nós vamos ter um novo colégio eleitoral. Isso vai ser um transtorno enorme, porque vamos ter que imprimir novamente”, explicou.

Por fim, o presidente reforçou que a entidade seguirá as determinações judiciais, assim que houver uma decisão definitiva sobre o caso, e garantiu transparência no diálogo com a advocacia amazonense.

“Esperamos a decisão do magistrado e o nosso compromisso com a advocacia. Assim que essa decisão seja disponibilizada, nós vamos, com certeza, cumprir e informar a advocacia amazonense”, concluiu.

Leia mais: Justiça barra eleição do quinto constitucional para definição da lista sêxtupla

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -