A operação deflagrada na manhã desta terça-feira, 16, pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), resultou na prisão preventiva de dois policiais militares suspeitos de facilitarem a saída de 23 colegas de farda que estavam presos no Núcleo Prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas, no último dia 27 de fevereiro, em Manaus. Outros dois mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça.
Os mandados judiciais foram cumpridos com o apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da PMAM, por meio da Operação Sentinela. Segundo a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), a ausência dos detentos foi detectada durante revista extraordinária e pode ter sido facilitada pelos policiais. Na data da inspeção, os PMs estavam de serviço na guarda do estabelecimento, de acordo com o Ministério Público.
Diante de outros elementos colhidos, ainda conforme o MPAM, a 60ª Proceapsp representou pela decretação das prisões preventivas e pela expedição de mandados de busca e apreensão, medidas agora cumpridas no âmbito da operação Sentinela.
“As medidas cautelares deferidas têm por finalidade assegurar a adequada apuração dos fatos, ainda em curso, a preservação da ordem pública, bem como da hierarquia e disciplina do ambiente militar. Os mandados judiciais foram cumpridos com o apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), a Polícia Judiciária Militar”, informou o promotor titular da 60ª, Armando Gurgel Maia.
As diligências realizadas nesta terça-feira, segundo o membro do MP, também visam ao esclarecimento integral dos fatos, à identificação de eventuais responsabilidades e à preservação da regularidade do sistema de custódia.
“O Ministério Público ressalta que as investigações seguem em curso e que os fatos ainda se encontram sob apuração, sendo assegurados a todos os envolvidos o contraditório e a ampla defesa. Antes da operação, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales também foi preso preventivamente e, posteriormente, exonerado do quadro da PMAM, conforme ato do Executivo estadual”, esclareceu o MPAM, em nota.
O caso
O episódio aconteceu no último 27 de fevereiro deste ano. A situação foi detectada durante uma inspeção realizada na unidade, o que levou à prisão em flagrante e ao afastamento imediato dos policiais responsáveis pela guarda do local.
Após a constatação do ocorrido, o Comando da Polícia Militar determinou a abertura de procedimentos administrativos e acionou a Diretoria de Justiça e Disciplina para apurar as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades.
Em nota atualizada divulgada no dia seguinte à ocorrência, a corporação afirmou que não houve fuga definitiva e que a situação foi regularizada ainda na noite da sexta-feira, com todos os custodiados recolhidos novamente ao estabelecimento prisional.
Apesar disso, a Polícia Militar não detalhou as circunstâncias da ausência dos detentos nem informou quantos policiais deveriam estar oficialmente presos na unidade no momento da vistoria. A reportagem entrou em contato com a PMAM e aguarda retorno.


