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sexta-feira, abril 4, 2025

Congresso Nacional avalia criação da CPMI dos atos de 8 de janeiro

Última atualização das assinaturas é do início da terça-feira, 25/4, quando havia 239 deputados e 38 senadores. Não constavam, até então, assinaturas de nenhum parlamentar do PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT

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O Congresso Nacional realizará uma sessão conjunta na tarde desta quarta-feira, 26/4, estando prevista também, a do requerimento de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos criminosos de 8 de janeiro contra as sedes dos Três Poderes em Brasília. A decisão da leitura do requerimento veio logo após a divulgação de imagens do Planalto, no dia 19 de abril.

Após a criação da CPMI, os blocos partidários da Câmara e do Senado indicarão os titulares. Serão 15 senadores e 15 deputados, de acordo com o requerimento de criação do colegiado. O nome do senador do Amazonas, Omar Aziz (PSD) apareceu como um dos cotados para assumir a CPMI, que falou sobre o assunto ao O Convergente.

“Se eu estiver na CPI, eu tenho o interesse de ouvir vários empresários brasileiros que financiaram esse golpe. E a troco de que? A gente precisa saber!”, enfatizou Aziz.

Sobre a leitura

Inicialmente, a leitura da medida estava sinalizada para o dia 18 de abril. Até então, os governistas eram contrários à CPMI, mas não conseguiram retirar assinaturas, o que obrigaria o presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a fazer a leitura.

O alerta havia sido dado um dia antes numa reunião de líderes partidários. Com isso, o chefe do Legislativo acabou por realizar o adiamento da sessão.

“No dia 26 vai acontecer aquilo que deveria ter acontecido no dia 18, que é a leitura da CPMI. Eu nunca me furtei a isso em qualquer circunstância, seria esse mesmo o encaminhamento, da leitura da CPMI, considerando que ela preenche os requisitos”, afirmou Pacheco.

O presidente do Congresso defendeu que todos os que tenham direta ou indiretamente contribuído para a prática de atos lesivos à democracia devam responder por esses atos, sejam cidadãos comuns ou autoridades públicas.

Mudança de posicionamento

A mudança de postura por parte de integrantes e aliados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconteceu após a divulgação de imagens exclusivas em 19 de abril, que mostram o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto no dia dos ataques criminosos. A medida levou ao seu pedido de demissão.

Mesmo com a modificação no posicionamento, a lista mais atualizada dos signatários obtida pela CNN mostra que partidos de esquerda ainda hesitam em apoiar oficialmente a comissão, assim como nenhum dos líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.

A última atualização das assinaturas é do início da terça-feira, 25/4, quando havia 239 deputados e 38 senadores. Não constavam, até então, assinaturas de nenhum parlamentar do PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT.

Do PSB e do Solidariedade, apenas um parlamentar de cada sigla havia assinado. Do Cidadania, três.

Os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também não assinaram.

A lista de assinaturas mostra que o principal partido da oposição, o PL, é o que mais apoia a CPI, com 94 deputados e 11 senadores.

Na sequência, aparecem os partidos do Centrão, que têm maior número de apoiadores. O União Brasil, que oficialmente integra a base aliada mas que tem parlamentares de oposição, tem 36 deputados e seis senadores assinado a lista.

Ainda da base de Lula há assinaturas do MDB (14 deputados e um senador) e do PSD (19 deputados e três senadores).

Presidência da CPI

Uma ala do PT a favor da abertura da CPMI vem defendendo, nos bastidores, que o melhor para o andamento dos trabalhos é que a presidência do colegiado fique com um deputado mais de centro.

Até agora, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defende o nome de André Fufuca (PP-MA), líder do PP e seu aliado de primeira hora, para ocupar o cargo.

Leia mais: Omar Aziz comenta sobre a possibilidade de ser cotado para fazer parte da CPMI

 

Da Redação com informações da Agência Senado

Fotos: Divulgação / Ilustração: Marcus Reis

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