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sexta-feira, abril 4, 2025

Deputados estaduais entram com representação contra Arthur do Val no Conselho de Ética da Alesp

Enviada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a representação requer que o deputado Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, seja investigado por cometimento de ato de quebra de decoro parlamentar e responda a um processo disciplinar

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Quinze deputados estaduais assinaram uma representação contra o também deputado estadual Arthur do Val (Podemos), conhecido como “Mamãe Falei”, por áudios em que o parlamentar fala que mulheres ucranianas são “fáceis, porque são pobres”. O documento, que foi protocolado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste domingo, 6/3, pede que a pena aplicada seja a perda do mandato parlamentar.

Enviada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a representação requer que o deputado seja investigado por cometimento de ato de quebra de decoro parlamentar e responda a um processo disciplinar.

“Na condição de deputados e deputadas estaduais, queremos registrar perante este Conselho de Ética e Decoro Parlamentar nosso repúdio ao teor sexista, misógino, indigno e violento dos áudios”, disseram os parlamentares no pedido.

No último sábado, Arthur do Val, que já tinha confirmado a autoria dos áudios, pediu desculpas e disse que o que falou foi um erro e que as mensagens foram enviadas para um grupo de amigos. O parlamentar, que iria concorrer a vaga de governador de São Paulo, abandonou a pré-campanha após o vazamento das mensagens.

Rompimento – Após os áudios vazarem, o parlamentar recebeu críticas de vários políticos e personalidades na internet. Companheiro de partido do deputado, o pré-candidato à presidência, Sérgio Moro, também lamentou as declarações de Arthur do Val, na última sexta-feira, 4/3.

“Lamento profundamente e repudio veementemente as graves declarações do deputado Arthur do Val divulgadas pela imprensa. O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto. As declarações são incompatíveis com qualquer homem público”, disse Moro, em publicações nas suas redes sociais.

Representação – A representação contra “Mamãe Falei” na Alesp foi assinada por Carlos Gianazzi (PSOL); Dr. Jorge do Carmo (PT); Emídio de Souza (PT); Gil Diniz (PL); José Américo (PT); Leci Brandão (PC do B); Luiz Fernando T. Ferreira (PT); Márcia Lia (PT); Maurici (PT); Mônica da Mandata Ativista (PSOL); Patrícia Bezerra (PSDB); Paulo Fiorilo (PT); Professora Bebel (PT); Ricardo Madalena (PL) e Teonílio Barba (PT).
Os autores do pedido, 15 parlamentares, representam 15% dos 94 deputados da Alesp. Entre os que assinam a carta há políticos de cinco dos 26 partidos com bancada na assembleia.

Na representação, os deputados dizem que a fala de Arthur do Val, “além de inoportuna e incompatível com o decoro parlamentar, foi ultrajante não só para as mulheres ucranianas, que tiveram suas vidas destruídas por um conflito que não deram causa, mas acabou por ferir todas as mulheres do mundo, pois dignidade e respeito são conceitos universais”.
Eles argumentam que os áudios podem caracterizar atos de quebra de decoro parlamentar por afronta aos princípios constitucionais e regimentais.
Nota oficial – Além da carta, uma nota oficial do PDT também pediu punições ao deputado Arthur do Val. No texto, o diretório municipal do partido defendeu a cassação do mandato do parlamentar.

“É nesse sentido que o Diretório Municipal do PDT São Paulo, junto com a Ação da Mulher Trabalhista do PDT da Capital de São Paulo defendem a cassação do mandato parlamentar, na certeza do apoio do Deputado Marcio Nakashima, mandato referência na defesa das mulheres contra a violência”, disse a nota.

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Por Redação com informações G1

Foto: Willian Moreira / Futura Press

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