O novo Boletim da Situação Epidemiológica da Covid-19 no Amazonas, divulgado nesta quarta-feira, 29/12, aponta aumento na incidência da doença no Amazonas em dezembro, em comparação com o mês de novembro, mas mostra estabilidade no número de internações e óbitos no mesmo período, o que indica que a vacinação contra a Covid-19 tem registrado resultados positivos.
O boletim edição nº 32 do ano 2, elaborado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), já está disponível no site: https://bit.ly/3pEaZ56. A taxa de incidência da Covid-19 em dezembro chegou a 373 casos por 100 mil habitantes no estado – 124 casos a mais que a taxa registrada em novembro, que foi de 249 casos por 100 mil habitantes.
De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a grande maioria dos casos positivos da doença tem apresentado sintomas leves ou são assintomáticos.
“Isso é resultado do avanço da vacinação no estado. Reiteramos a importância de dizer sim à vacina, ela é a nossa principal arma para o controle da pandemia da Covid-19”, afirmou Tatyana, ao também reforçar a importância da manutenção dos cuidados de prevenção.
“Não devemos descuidar principalmente do uso de máscaras e evitar aglomerações, para controlar a transmissão não só da Covid-19, mas também de outras síndromes respiratórias agudas graves, já que estamos no nosso inverno amazônico, período sazonal em que registramos um aumento na circulação dos vírus que causam essas doenças”, reforçou a diretora-presidente da FVS-RCP.
Ainda segundo o novo boletim, não há registro de Covid-19 no Amazonas pela nova variante Ômicron. As amostras positivas para a doença seguem para o laboratório do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia), onde são submetidas a sequenciamento genético que identifica as linhagens do vírus.
Internações e óbitos – Em relação aos óbitos por Covid-19, o boletim da FVS-RCP aponta que a média móvel nos últimos 14 dias apresentou estabilidade, com menos de dois óbitos por dia.
As hospitalizações, nos últimos 14 dias, também permanecem estáveis. A taxa de ocupação de leitos clínicos destinados ao atendimento de pacientes acometidos pela Covid-19 é de aproximadamente 19,4% na rede pública e 23% na rede privada. No interior, a taxa de ocupação em leito clínico está em 2,20%.
Vacinação – As medidas preventivas contra a Covid-19 continuam sendo as recomendações da FVS-RCP para enfrentar a pandemia: adesão à campanha nacional de vacinação contra a infecção, uso de máscara de proteção respiratória, higienização das mãos (com água e sabão e/ou álcool a 70%), distanciamento social e evitar aglomerações de pessoas.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) também monitora a ocupação da rede de assistência e mantém atualizado plano de contingência para Covid-19 e ações em reforço à vacinação. Nesta quarta-feira, a SES-AM e a FVS-RCP divulgaram nota conjunta em que reduzem de quatro para três meses para aplicação da dose de reforço para população acima de 60 anos, público mais vulnerável a casos graves da doença.
Intervalo reduzido – O intervalo para aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para a população a partir de 60 anos, no Amazonas, foi reduzido para três meses, conforme Nota Técnica da FVS-RCP e da SES-AM. O novo intervalo, válido para todo o estado, visa ampliar a proteção para faixa da população mais vulnerável a formas graves da doença.
Conforme preconiza o Ministério da Saúde, as vacinas utilizadas para a dose de reforço devem ser Astrazeneca e Pfizer. A Nota Técnica recomenda que cada município deve avaliar o seu estoque e buscar otimizar o uso das doses existentes para potencializar a vacinação. Na atual etapa da Campanha de Vacinação, a distribuição de vacinas aos municípios estará condicionada ao planejamento local, com a finalidade de evitar perdas de doses.
Além de ampliar a proteção na faixa mais vulnerável da população, a redução do intervalo para a dose de reforço é medida de prevenção em relação ao avanço da variante Ômicron, que possui um índice de transmissibilidade maior que as demais variantes do novo coronavírus.
Até o momento, no Brasil, a Ômicron foi diagnosticada em cinco estados, com transmissão comunitária em São Paulo. No Amazonas, ainda não há registros da variante, segundo dados do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia), para onde a FVS-RCP encaminha amostras de casos positivos da Covid-19 para sequenciamento genético.
Com a redução do intervalo da aplicação da dose de reforço, o Governo do Amazonas espera avançar ainda mais na cobertura vacinal da população e obter adesão maior à estratégia da dose de reforço.
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Com informações da assessoria de imprensa
Foto: Diego Peres/Secom