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quarta-feira, junho 12, 2024

Ricardo Barros e suspeito de corrupção na aquisição de vacinas são convocados pela CPI da Covid

A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira, 30/6, a convocação do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) e do agora ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Ao todo, foram aprovadas as convocações de 21 pessoas.

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A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira, 30/6, a convocação do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) e do agora ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Ao todo, foram aprovadas as convocações de 21 pessoas. Servidores do Ministério da Saúde e empresários do ramo farmacêutico também foram atingidos.

Com a medida, os senadores buscam avançar sobre o que chamam de uma nova fase de investigação. A cúpula da CPI avalia que há indícios de “desvio de dinheiro público no âmbito da administração federal”, nas palavras do relator Renan Calheiros (MDB-AL).

A convocação do líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros acontece após depoimento dos irmãos Miranda à CPI. Segundo eles, houve pressão pela liberação da vacina indiana Covaxin, embora a área técnica do Ministério da Saúde tenha constatado irregularidades no contrato.

A suposta pressão e os indícios de fraude foram, segundo esse depoimento, relatados ao presidente Bolsonaro, que teria atribuído o caso ao deputado Ricardo Barros. Bolsonaro confirma ter se reunido com os irmãos, mas nega que eles tenham feito essas denúncias.

Apontado como um dos que pressionaram pela liberação da Covaxin, Roberto Dias foi exonerado na noite desta terça-feira, 29/6, após o jornal “Folha de S. Paulo” publicar entrevista com o representante da Davati Medical Supply no Brasil, Luiz Paulo Dominguetti.

Ao jornal, o empresário disse que o diretor da Saúde pediu propina de US$ 1 por dose da vacina AstraZeneca para a empresa assinar contrato com o ministério. Dominguetti também foi convocado.

Roberto Dias deve prestar depoimento na próxima quarta-feira, dia 7 de julho. Para o dia seguinte, 8/7, ficou marcado o depoimento de Ricardo Barros.

A CPI aprovou, ainda, a realização de uma nova oitiva com o deputado Luis Miranda (DEM-DF) na próxima terça-feira, 6/7. A reunião deverá ser secreta, já que Miranda “externou preocupação com a sua integridade física e de sua família”.

Lista de convocados:

  • Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados;
  • Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde;
  • Marcelo Bento Pires, coordenador de logística do Ministério da Saúde;
  • Regina Célia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde;
  • Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde;
  • Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply no Brasil;
  • Cristiano Alberto Carvalho, procurador da Davati Medical Supply no Brasil;
  • Rodrigo de Lima, funcionário do Ministério da Saúde;
  • Rogério Rosso, ex-deputado e diretor da União Química;
  • Robson Santos da Silva, secretário de saúde indígena do Ministério da Saúde;
  • Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos;
  • Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos;
  • Antônio José Barreto de Araújo Junior, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania;
  • Danilo Berndt Trento, sócio da empresa Primarcial Holding e Participações LTDA;
  • Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica;
  • Gustavo Mendes Lima, gerente de medicamentos da Anvisa;
  • Luciano Hang, dono da rede de lojas varejistas Havan;
  • Antonio Jordão de Oliveira Neto, médico;
  • Adeílson Loureiro Cavalcante, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde;
  • Silvio de Assis, empresário.

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Com informações Portal G1

Foto: Divulgação

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