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terça-feira, fevereiro 17, 2026

EUA, Rússia e Ucrânia retomam conversas pelo fim da guerra nesta terça (17)

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Negociadores da Ucrânia e da Rússia se reúnem em Genebra, na Suíça, nesta terça-feira (17) para dois dias de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, que se concentrarão no principal ponto de discórdia: a questão territorial.

Trump pressiona Moscou e Kiev para que cheguem a um acordo que ponha fim à maior guerra na Europa desde 1945, embora o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tenha reclamado que seu país enfrenta a maior pressão para fazer concessões.

Antes das negociações, a Rússia realizou intensos ataques aéreos durante a noite em vastas áreas da Ucrânia, causando graves danos à rede elétrica na cidade portuária de Odessa, no sul do país. Zelensky afirmou que dezenas de milhares de pessoas ficaram sem aquecimento e água.

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O líder ucraniano pediu aos aliados de Kiev que aumentem a pressão sobre a Rússia para que se chegue a um acordo de paz “real e justo” por meio de sanções mais duras e fornecimento de armas à Ucrânia.

Ao ser questionado por repórteres sobre o que esperava das negociações em Genebra, que ocorrerão após uma manhã de conversas entre autoridades americanas e iranianas em outro local na cidade suíça às margens do lago, Trump apontou para a Ucrânia.

“Bem, teremos grandes conversas”, disse o presidente americano a repórteres a bordo do Air Force One. “Será muito fácil. Quer dizer, veja bem, até agora, a Ucrânia precisa se sentar à mesa de negociações rapidamente. É tudo o que vou dizer.”

A Rússia exige que a Ucrânia ceda os 20% restantes da região leste de Donetsk que Moscou não conseguiu capturar — algo que Kiev se recusa a fazer.

“Desta vez, a ideia é discutir uma gama mais ampla de questões, incluindo, na verdade, as principais. As principais questões dizem respeito tanto aos territórios quanto a tudo o mais relacionado às demandas que apresentamos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas na segunda-feira (16).

O local das negociações foi alterado para Genebra, depois que Abu Dhabi sediou duas rodadas de conversas que os dois lados descreveram como construtivas, mas que não conseguiram alcançar nenhum avanço significativo.

Os enviados americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, representarão o governo Trump nas negociações, disse uma fonte à agência de notícias Reuters.

Numa rara tentativa de negociar simultaneamente duas grandes crises globais, eles participarão das negociações indiretas matinais com autoridades iranianas em Genebra, antes de atravessarem a cidade para mediar as conversas entre a Ucrânia e a Rússia.

A rodada de Genebra acontece poucos dias antes do quarto aniversário, em 24 de fevereiro, da invasão em larga escala da Rússia à Ucrânia, seu vizinho muito menor.

Dezenas de milhares de pessoas foram mortas, milhões fugiram de suas casas e muitas cidades, vilas e aldeias ucranianas foram devastadas pelo conflito.

Baixas expectativas para avanços significativos

O Kremlin informou que a delegação russa será liderada por Vladimir Medinsky, assessor do presidente Vladimir Putin.

No entanto, o fato de negociadores ucranianos terem acusado Medinsky, no passado, de usar lições de história como desculpa para a invasão russa, diminuiu ainda mais as expectativas de qualquer avanço significativo em Genebra.

O chefe da inteligência militar, Igor Kostyukov, também participará das negociações, enquanto o enviado especial de Putin, Kirill Dmitriev, fará parte de um grupo de trabalho separado sobre questões econômicas.

Em discurso na Conferência Anual de Segurança de Munique, no sábado (14), Zelensky declarou esperar que as negociações em Genebra se mostrassem “sérias e substanciais… mas, honestamente, às vezes parece que as partes estão falando de coisas completamente diferentes”.

A delegação de Kiev será liderada por Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, e pelo chefe de gabinete de Zelensky, Kyrylo Budanov. O assessor presidencial sênior Serhiy Kyslytsya também estará presente.

Antes da delegação partir para Genebra, Umerov afirmou que o objetivo da Ucrânia de alcançar “uma paz sustentável e duradoura” permanecia inalterado.

Além da questão territorial, Rússia e Ucrânia também divergem em pontos como o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia e o possível papel das tropas ocidentais na Ucrânia pós-guerra.

Fonte: CNN

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