Os partidos que têm assento na Câmara dos Deputados começaram a se movimentar para a definição dos comandos das comissões permanentes em 2026. Um entendimento costurado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e referendado por unanimidade pelos líderes partidários, estabelece que as comissões continuarão sob a liderança das mesmas legendas que as presidiram no ano anterior. O objetivo é evitar disputas internas e garantir a rápida instalação dos colegiados em um ano legislativo impactado pelo calendário eleitoral.
Pelo acordo, cada partido ficará responsável apenas por indicar o nome do parlamentar que assumirá a presidência da respectiva comissão. A estratégia busca agilizar o funcionamento das comissões e destravar a execução das emendas, além de permitir que as eleições internas ocorram de forma meramente formal. A previsão é que os colegiados estejam em funcionamento antes do Carnaval.
Apesar do consenso, duas exceções foram definidas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) seguirá o sistema de rodízio acordado em legislaturas anteriores e ficará sob o comando do MDB em 2026.
Outra mudança envolve a redistribuição entre as comissões de Minas e Energia e de Agricultura. Pelo novo arranjo, Minas e Energia passará ao PL, enquanto Agricultura ficará sob responsabilidade do PSD. Já a Comissão Mista de Orçamento (CMO) será presidida, neste ano, por um deputado do PSD.
A divisão dos espaços reforça o equilíbrio político desenhado para a Câmara em 2026 e deve ser formalizada nos próximos dias, com a definição dos presidentes prevista até o período carnavalesco.
*Com informações do Congresso Em Foco
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