O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou uma tentativa de fraude que teve como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação buscava a emissão indevida de mandados de prisão contra as duas autoridades, segundo informações obtidas pela CNN.
De acordo com o apurado, houve uma modificação irregular no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). O procedimento envolveu a substituição de dados de um mandado judicial legítimo por informações associadas ao presidente da República e ao ministro do STF, incluindo a troca de CPFs. Apesar da manipulação, os responsáveis não conseguiram concluir a emissão dos mandados falsos.
Em nota à imprensa, o CNJ confirmou que houve uma alteração no sistema, mas não detalhou quem seriam os alvos da tentativa de fraude. O órgão informou que a investigação conduzida pela Divisão de Segurança da Informação apontou que a ação foi realizada por meio do uso indevido de credenciais de acesso pertencentes a usuários de tribunais, que teriam sido comprometidas após roubo de dados.
O Conselho ressaltou ainda que não houve invasão, violação ou comprometimento estrutural dos sistemas do CNJ. Segundo a instituição, o incidente foi rapidamente identificado, controlado e corrigido, sem a efetiva expedição de mandados contra as autoridades citadas.
O episódio reacende lembranças de um ataque anterior ao sistema do CNJ, quando o hacker Walter Delgatti inseriu documentos falsos e alvarás de soltura indevidos, além de forjar um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, a pedido da então deputada federal Carla Zambelli.
Posteriormente, a Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli, por unanimidade, a dez anos de prisão pelos crimes de invasão dos sistemas do CNJ e inserção de documentos falsos. Walter Delgatti também foi condenado e cumpre pena pelo mesmo tipo de crime.
*Com informações da CNN
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