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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Quando o Jornalismo cumpre seu papel social e muda a vida de duas comunidades inteira, no interior do Amazonas

"Quando o jornalismo olha, o mundo muda, dar voz ao povo e traz o resultado na vida real. Ele cumpre sua missão social, principalmente quando ouvimos à comunidade dizer que estar feliz, que foi bom que estivemos lá, que fomos a voz de quem estava esquecido", destaca Erica Lima, diretora Executiva do O Convergente

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O papel social do jornalismo é essencial para a democracia e para a vida em sociedade. É ele que informa, fiscaliza o poder, provoca o debate público, combate a desinformação e dá voz a quem, muitas vezes, não tem como ser ouvido.

O jornalismo conecta a sociedade à realidade, revela o que está escondido, ilumina o que foi negligenciado e transforma indignação em consciência. Atua como os olhos e os ouvidos da população, ajudando a formar cidadãos críticos, fortalecendo a justiça, a inclusão e o bem comum.

Quando o jornalismo cumpre sua missão, ele não apenas noticia fatos — ele move estruturas, gera mudanças e impacta vidas.

Hoje, 15 de janeiro de 2026, o Portal O Convergente vem resgatar um fato ocorrido em 2023 e que foi primordial para beneficiar duas comunidades de Manacapuru, onde duas escolas estavam abandonas e as crianças sem locais adequados para estudarem, onde o papel social do jornalismo foi cumprido com excelência.

Vamos aos fatos:

O ano era 2023, e a equipe executiva e de reportagem do Portal O Convergente enfrentou o desafio de produzir sua primeira reportagem investigativa no município de Manacapuru, localizado na Região Metropolitana de Manaus (RMM), com foco em uma denúncia de que duas escolas que estavam semiprontas, na ocasião, haviam sido abandonadas pelo Poder Público.

As escolas municipais em questão, eram: a Ezequiel Ruiz e a José de Melo Sobrinho, localizadas nos ramais Bela Vista e Lago do Calado (comunidade da Palestina), respectivamente.

Quando a equipe saiu de Manaus em busca das informações e sem saber o que ia encontrar pelo caminho, não imaginava a dimensão do problema, talvez pequeno para alguns, mas para aquelas duas comunidades, enormes.

Era ávido o desejo dos entrevistados, na ocasião, em ver os dois prédios serem entregues à população, sonho este que parecia fora da realidade de acontecer, haja vista, que os prédios já se encontravam em total abandono há tempos, pareciam que iam se acabar em ruínas sem ter o devido uso.

Na ocasião, todos os órgãos envolvidos nas obras foram procurados, Prefeitura de Manacapuru, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed); Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC) e a empresa contratada na licitação para efetuar às obras.

Retorno para Manaus

Saímos do município (Edilânea, Erica Lima, Fabrício Alexandre e Marcus Reis) e voltamos para Manaus cheios de incertezas quanto às entregas destes dois imóveis, que traziam em si muito mais que simples escolas, representavam o desenvolvimento educacional de muitas crianças presentes ali, naqueles dois ramais (Bela Vista e Lago do Calado – comunidade da Palestina).

Quando fomos montar todo o material é que nos demos conta da imensidão do problema, do quanto àquelas crianças necessitavam daqueles prédios em funcionamento, aliás era a única possibilidade de elas terem um futuro melhor; de como o descaso do Poder Público era grande, era um jogo de empurra-empurra, a culpa é do “fulano, do “beltrano”, mas quem não fez foi o “cicrano”. Confesso que como mãe eu fiquei angustiada por aquelas crianças.

Lembro-me bem que no processo de aprovação dos vídeos, cheguei a mostrá-los ao meu filho, na ocasião com 10 anos. Choramos juntos ao assistirmos, e ele me disse algo que o impactou e me impactou: “Mãe que dó dessas crianças, eu nunca mais vou reclamar da escola que eu estudo. Eu estudo numa escola rica”, mas nem era tanto assim, a escola era pública e tinha uma condição melhor que as de Manacapuru, pois está localizada na capital Manaus, que tem um peso maior e precisa ao menos ter uma estrutura mínima e adequada aos alunos.

Essa fala me impactou, uma criança sendo tocada e impactada pela necessidade de outras, confesso que depois que eu o ouvi, foi difícil narrar os vídeos no estúdio, pois sempre lembrava de sua frase.

Consolidação do trabalho

Mas enfim, a reportagem saiu, foi ao ar em 7 de março de 2023. Era um dia de festas para todos nós envolvidos naquele trabalho, teve suor, teve chuva, teve lama, um dia inteiro embrenhados nos ramais. Mas nem tudo foram dificuldades, teve também reconhecimento, em 2024, a reportagem investigativa ficou entre as 10 melhores do Brasil, na categoria Comunicação Local do Prêmio INAC de Integridade, do Instituto Não Aceito Corrupção, que ocorre todo ano em São Paulo.

O reconhecimento veio tanto para O Convergente, como empresa jornalística, quanto a mim, Edilânea Januário de Souza, jornalista no Amazonas.

“Sabemos que atuar no jornalismo investigativo no Estado é difícil, porém é satisfatório, mais ainda quando você procura à comunidade novamente para saber em que “pé” ficou a reforma dos prédios e sabe que as mesmas foram finalizadas e entregues à população”.

Reportagem do O Convergente está entre as 10 melhores a nível nacional do Prêmio Não Aceito Corrupção

Dever cumprido

Para Erica Lima, o sentimento é de dever cumprido, como diretora executiva do O Convergente, empresária do ramo jornalístico, comunicadora, pesquisadora e Assistente Social de formação. Erica diz que o portal cumpriu um papel que vai além do fiscalizar e denunciar só por denunciar.

“Quando o jornalismo olha, o mundo muda, dar voz ao povo e traz o resultado na vida real. Ele cumpre sua missão social, principalmente quando ouvimos à comunidade dizer que estar feliz, que foi bom que estivemos lá, que fomos a voz de quem estava esquecido, de quem estava com o ‘grito’ preso na garganta, querendo dizer: olhem por nós, mas não tinha m como falar e nós chegamos ali, naquelas duas comunidades em Manacapuru. O Convergente chegou ali e vai chegar em muitos outros locais”.

Obras entregues

De acordo com o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (SIMEC), as obras já foram concluídas em 100%.

Conforme divulgação nas redes sociais do Executivo Municipal, a Escola Municipal Ezequiel Ruiz, no Ramal Bela Vista em Manacapuru, foi entregue em junho de 2024.

 

Já a Escola Municipal José de Melo Sobrinho foi entregue em 11 de maio de 2024, conforme publicação nas redes oficiais da Secretaria de Educação de Manacapuru

A população pagou a conta por anos de espera pelas obras, no entanto, hoje celebra suas conquistas e entende que o Jornalismo feito pelo O Convergente fez e continuará fazendo o seu papel social, não só para o Amazonas ver, mas para todo o Brasil. Esse é o nosso dever como jornalistas, comunicadores e empresa de Comunicação.

Enfim, duas comunidades no Amazonas felizes, crianças estudando em escolas com infraestrutura adequada!

Leia mais:

Descaso: Obras em escolas de Manacapuru estão paralisadas e crianças estudam no ‘improviso’

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