Maria do Carmo é alvo de mandados de busca em investigação sobre filha de Omar Aziz

A investigação teve origem em denúncias de Omar Aziz sobre supostos ataques e divulgação não autorizada de imagens de sua filha adolescente por integrantes da campanha adversária

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), mandados de busca e apreensão na residência da professora e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair. A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e faz parte de uma investigação sobre possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A ação teve início por volta das 5h e mobilizou equipes em três viaturas policiais. Maria do Carmo não estava no imóvel no momento da chegada dos agentes, mas compareceu ao endereço após ser informada sobre a operação. Acompanhada por dois advogados, ela acompanhou o andamento das diligências, coordenadas pelo delegado Marcelo Martins.

A apuração teve origem em denúncias apresentadas pelo governador eleito Omar Aziz, que relatou supostos ataques e a divulgação não autorizada de imagens de sua filha adolescente por integrantes da equipe da campanha adversária durante o período eleitoral.

Operação teve primeira fase em outubro

O cumprimento dos mandados na residência de Maria do Carmo integra os desdobramentos de uma operação iniciada em 29 de outubro. Na primeira fase, ao menos três profissionais ligados à campanha da ex-candidata, entre eles integrantes da equipe de marketing, foram alvos de medidas judiciais.

No dia seguinte à primeira etapa da operação, a defesa de Maria do Carmo obteve uma liminar que suspendeu temporariamente as buscas em sua residência.

Posteriormente, uma decisão do desembargador Paulo Feitoza derrubou a suspensão e restabeleceu a validade da autorização judicial, permitindo que a Polícia Civil desse continuidade às diligências no endereço.

A investigação apura possíveis irregularidades relacionadas à exposição da adolescente. Até o momento, as informações apresentadas não indicam conclusão sobre eventual responsabilidade criminal de Maria do Carmo ou dos demais investigados.

Outro lado

Até a publicação deste material, não houve manifestação pública da ex-candidata. O Convergente entrou em contato com a assessoria para buscar um posicionamento sobre o caso.

Confira a nota na íntegra: A assessoria jurídica da Professora Maria do Carmo (PL) manifesta indignação com a operação de busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, 6/10, na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas. Apesar de ser esperada, a defesa denuncia a condução dos procedimentos, que evidenciam uma escalada de perseguição política e levanta graves questionamentos sobre abuso de autoridade.

Os advogados apontam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram devidamente respeitadas durante a diligência. A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação.

Desde o resultado das eleições, a ex-candidata foi alvo de acusações e tem tido sua imagem exposta de forma deliberada por conta de uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), fato que já foi publicamente negado. Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações.

No todo decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas. O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata.

É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei.

A Professora Maria do Carmo permanece tranquila, confiante em sua inocência e convicta de que a verdade prevalecerá. Em vídeo publicado na última quinta, 5, a ex-candidata já havia afirmado que aguardava a diligência e estava preparada para o que viesse.

“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, afirmou.

Leia mais: Maria do Carmo entrega equipamentos à Polícia em apuração sobre vídeo com filha de Omar Aziz

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