Movimentos sociais, organizações estudantis, sindicatos, partidos políticos e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram, neste domingo (11), de uma manifestação no Largo São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus. Batizado de “Vira, Vira Lula!”, o ato teve início por volta das 16h e integrou uma mobilização nacional voltada ao segundo turno das eleições presidenciais.
Entre as organizações citadas na mobilização estavam a União dos Estudantes do Estado do Amazonas (UEE-AM), União da Juventude Socialista (UJS), além de representantes de partidos e diferentes coletivos. PT, PSOL Amazonas, organizações estudantis e movimentos sociais também participaram da convocação.
Além da defesa da reeleição de Lula, os participantes levantaram pautas relacionadas à democracia, direitos sociais, educação, saúde, trabalho, moradia e soberania nacional. Uma das reivindicações destacadas durante o ato foi o fim da escala de trabalho 6×1.
A mobilização também buscou conquistar eleitores que votaram em outros candidatos, se abstiveram ou ainda podem mudar o voto no segundo turno. Lideranças presentes defenderam a ampliação do diálogo para além do eleitorado tradicionalmente identificado com partidos e movimentos de esquerda.
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Lideranças participam do ato
Entre os participantes estiveram o ex-deputado federal Marcelo Ramos, o vereador e deputado estadual eleito Zé Ricardo, dirigentes partidários, representantes sindicais, estudantes e artistas.
Durante os discursos, temas locais também foram incorporados ao debate eleitoral. A defesa da Zona Franca de Manaus, dos empregos ligados ao Polo Industrial e das políticas públicas para o Amazonas apareceu nas manifestações de algumas lideranças presentes.
O presidente estadual do PCdoB, Yann Evanovick, chegou a afirmar durante o evento que mais de 50 mil pessoas teriam participado da mobilização. O número, no entanto, foi apresentado por uma liderança política e não corresponde a uma estimativa oficial ou independente de público. Veículos locais apresentaram avaliações diferentes sobre o tamanho da manifestação, razão pela qual não é possível estabelecer, até o momento, um número confirmado de participantes.
Cenário eleitoral
A manifestação ocorre uma semana após o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da disputa presidencial em primeiro lugar nacionalmente, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, ou 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. (Justiça Eleitoral)
No Amazonas, entretanto, Lula ficou à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O petista obteve 1.046.996 votos, ou 48,23%, enquanto o candidato do PL recebeu 976.764 votos, equivalentes a 45%.
Em Manaus, o cenário foi inverso. Flávio Bolsonaro recebeu 641.864 votos, ou 54,28%, contra 439.027 votos, ou 37,13%, de Lula. A diferença na capital foi de 202.837 votos. (TSE)
O resultado ajuda a explicar a estratégia da campanha petista de intensificar a mobilização justamente em Manaus, onde Lula teve desempenho inferior ao registrado no conjunto do estado.
Mobilizações dos dois campos políticos
O domingo também teve mobilização de apoiadores de Flávio Bolsonaro em Manaus. Enquanto grupos de esquerda se concentraram no Largo São Sebastião, apoiadores do candidato do PL realizaram uma carreata com concentração na Avenida das Torres, também em atividade voltada ao segundo turno.
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Os atos refletem o aumento da mobilização das duas campanhas na reta final da disputa presidencial.
Ameaça antes da manifestação chegou à Justiça Eleitoral
Dias antes do ato no Largo São Sebastião, o PT do Amazonas procurou o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), a Polícia Federal e outras autoridades após a circulação, nas redes sociais, de uma publicação contendo ameaça contra participantes da manifestação.
Segundo o registro da denúncia, a publicação fazia referência à data, horário e local do evento. Após a representação, a Justiça Eleitoral determinou a comunicação à Polícia Federal e à Polícia Militar para avaliação de medidas preventivas de segurança destinadas aos participantes.
Mobilização nacional
O ato de Manaus integrou uma agenda realizada em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, Lula participou de manifestação na Avenida Paulista e convocou a militância a buscar votos principalmente entre eleitores indecisos e aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Com duas semanas restantes até a votação de 25 de outubro, as campanhas entram agora em uma fase de maior mobilização de rua, tentativa de redução da abstenção e disputa pelo eleitorado que pode definir o resultado do segundo turno.
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