Flávio Bolsonaro defende discussão sobre bets no Congresso após período eleitoral

Fim das bets deve ser analisado com calma pelo Congresso, diz Flávio Bolsonaro

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (7) que uma eventual proibição definitiva das plataformas de apostas online no Brasil deve ser analisada pelo Congresso Nacional “com muita calma” e fora do período eleitoral.

A declaração foi feita após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, editar uma medida provisória que proibiu a operação de bets no país. A MP entrou no centro do debate político durante a reta final da eleição e ainda precisa ser analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional.

Flávio criticou a iniciativa do governo e classificou a decisão como uma “canetada” de caráter populista. Segundo o candidato, a medida teria sido adotada com objetivo eleitoral, para tentar conquistar votos durante a campanha.

A avaliação é contestada pelo governo federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) sustenta que a proibição está relacionada a problemas envolvendo endividamento, saúde pública, lavagem de dinheiro e atuação de plataformas clandestinas. Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, o governo citou dados sobre movimentações bilionárias em sites ilegais e aumento dos atendimentos relacionados a problemas com jogos.

Flávio, por sua vez, defendeu que o tema seja discutido pelo Legislativo após as eleições, sem a influência direta da disputa presidencial. A declaração segue uma linha semelhante à posição adotada pelo candidato em relação a outras pautas que ganharam espaço durante a campanha, como a discussão sobre o fim da escala 6×1.

A medida provisória das bets provocou reação também no setor esportivo. Clubes de futebol que mantinham contratos de patrocínio com empresas de apostas precisaram retirar as marcas de seus uniformes após a entrada em vigor das novas regras. Dos 20 clubes da Série A, 14 tinham patrocínios ligados ao setor.

A MP ainda depende de análise do Congresso Nacional para continuar em vigor de forma permanente. Enquanto isso, entidades do setor de apostas e clubes de futebol também contestam a proibição no Supremo Tribunal Federal.

O debate ocorre durante o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro.

*Com informações da CNN

Leia mais: Lula diz no Flow que emprestou R$ 24 milhões a homem endividado com bets; assessoria corrige valor

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