O governo federal avalia autorizar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a renegociar e quitar dívidas. A proposta foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integra um pacote mais amplo voltado à redução do endividamento no país.
A ideia ainda está em fase de estudo e vem sendo discutida em conjunto com o Ministério do Trabalho. Segundo o ministro, a liberação só deve avançar caso seja considerada segura para o trabalhador e viável do ponto de vista econômico.
O plano prevê, além do possível uso do FGTS, a criação de mecanismos para facilitar a renegociação de débitos, incluindo a possibilidade de unificar várias dívidas em um único financiamento com juros mais baixos. Em alguns casos, os descontos podem chegar a até 80% do valor total devido.
O FGTS, tradicionalmente utilizado como uma reserva financeira para momentos como demissão sem justa causa, poderia, nesse cenário, ser parcialmente liberado para aliviar o orçamento de famílias endividadas. No entanto, essa possibilidade gera preocupação dentro do próprio governo, especialmente quanto à preservação da função original do fundo e à segurança financeira dos trabalhadores.
A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla da equipe econômica para reduzir a inadimplência no país e ampliar o acesso ao crédito com პირობ melhores. O pacote também pode incluir garantias públicas para renegociação de dívidas e ações voltadas a pequenos negócios e microempreendedores.
Especialistas apontam que, se implementada, a medida pode trazer alívio imediato para famílias com alto nível de endividamento, mas exigirá cautela para evitar que trabalhadores utilizem uma reserva de emergência sem planejamento, o que pode gerar novos riscos no futuro.
Ainda sem formato final definido, a iniciativa deve continuar em debate dentro do governo antes de eventual anúncio oficial.


