O advogado-geral da União, Jorge Messias, ampliou o número de apoios entre senadores, mas ainda não reúne votos suficientes para ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Levantamento aponta que o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta atualmente com ao menos 10 votos favoráveis, concentrados principalmente entre parlamentares da base governista e em parte de partidos como MDB e PSD. Apesar do avanço, o número ainda está abaixo dos 14 votos necessários para aprovação no colegiado.
Placar ainda indefinido
Além dos apoios já consolidados, o cenário segue aberto. Pelo menos seis senadores já se posicionaram contra a indicação, enquanto outros 11 ainda não declararam voto ou evitam se manifestar publicamente.
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que há espaço para ampliar o apoio, inclusive entre parlamentares que não integram a base. A estratégia é intensificar a articulação política nos próximos dias para reduzir resistências e consolidar maioria.
Avanço em relação ao cenário anterior
O quadro atual representa uma melhora em comparação ao levantamento feito anteriormente, quando Messias tinha apenas três apoios declarados e enfrentava um ambiente mais adverso no Senado.
Apesar da evolução, o avanço ainda é considerado insuficiente para garantir a aprovação na CCJ, etapa obrigatória antes da votação em plenário.
Resistências e fatores políticos
Parte da resistência entre senadores está relacionada ao desconforto com a escolha feita pelo Palácio do Planalto e ao alinhamento político dentro do Senado.
Parlamentares também evitam declarar posição neste momento, aguardando o andamento das negociações e a formalização completa do processo.
Tramitação da indicação
A indicação de Jorge Messias foi formalizada pelo presidente Lula e enviada ao Senado, onde seguirá o rito regimental. O processo inclui sabatina na CCJ e, posteriormente, votação no plenário da Casa.
Para ser aprovado, o nome indicado precisa obter maioria absoluta no plenário, o equivalente a pelo menos 41 votos favoráveis entre os senadores.
Estratégia do governo
Diante das dificuldades iniciais, o governo optou por adiar o envio formal da indicação como forma de ganhar tempo e melhorar a articulação política.
Agora, com a tramitação em andamento, a expectativa é de intensificação das negociações para garantir os votos necessários e viabilizar a aprovação de Messias ao STF.


