O Estado do Rio de Janeiro entrou em um cenário político incomum após uma sequência de renúncias e afastamentos que atingiram os principais postos de comando. Com isso, o governo estadual passou a ser exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
A mudança no comando ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que deixou o cargo às vésperas de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com a intenção de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.

O cenário se tornou ainda mais delicado porque o cargo de vice-governador já estava vago. Thiago Pampolha havia deixado a função em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o que resultou na falta de substitutos diretos no Executivo.

Pela ordem de sucessão, o comando do estado deveria ser assumido pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No entanto, ele está afastado do cargo por decisão judicial e não pôde assumir a função.

A instabilidade também atingiu a área de segurança pública. O delegado Felipe Curi e o coronel Marcelo de Menezes deixaram seus postos para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, com foco nas eleições de 2026.

Diante da quebra na linha sucessória, a legislação estadual determina que o presidente do Judiciário assuma o governo de forma temporária. Caberá a Ricardo Couto manter o funcionamento da máquina pública e conduzir o processo para a realização de uma eleição indireta na Alerj, prevista para ocorrer em até 30 dias.

O pleito definirá um governador interino, que ficará responsável pela administração do estado até o fim do mandato, em 2026. Enquanto isso, o Rio de Janeiro segue sob gestão provisória, em um contexto considerado raro na política estadual recente.


