A abertura do Ano Letivo de 2026 da Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, realizada nesta quinta-feira, 5, marcada pelo reencontro de lideranças políticas, mas em tom reservado. Parlamentares e representantes das instituições evitaram falar com a imprensa sobre o cenário eleitoral, embora tenham posado juntos para fotos, gesto que não passou despercebido nos bastidores.
Entre os registros que chamaram atenção está a imagem da presidente da Corte, conselheira Yara Lins, ao lado do governador Wilson Lima (União Brasil) e do senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD). Também participaram do momento o vice-governador Tadeu de Souza (PP), o presidente da Aleam, Roberto Cidade, além dos deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Rozenha, e políticos do Estado.

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O encontro ocorre em meio a especulações sobre uma possível aproximação entre Wilson Lima e Omar Aziz para as eleições de 2026. Embora não tenham concedido declarações sobre alianças ou composições, a presença conjunta e o clima amistoso, com os líderes políticos aparecendo sorrindo na imagem, alimentaram comentários nos corredores do evento. Nos bastidores, interlocutores avaliam que os movimentos ainda são discretos, mas estratégicos.
Aproximação
A aproximação entre Wilson Lima e Omar Aziz já vinha sendo observada desde junho de 2025, quando, durante um evento na área social do Estado, o senador enviou um “abraço” público ao governador e destacou que sua atuação política é pautada pelo respeito institucional, independentemente de alinhamentos eleitorais.
Na ocasião, o sociólogo e analista político Carlos Santiago avaliou ao O Convergente que o gesto poderia sinalizar a construção de uma ampla aliança para o próximo pleito estadual.
Novo cenário
O cenário ganhou novos contornos nesta semana após Wilson Lima anunciar que permanecerá no cargo até o fim do mandato e que não disputará o Senado em 2026. A decisão abriu espaço para especulações sobre qual caminho o governador deverá seguir e, principalmente, quem poderá receber seu apoio político.
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Nos bastidores, há avaliação de que o posicionamento de Wilson pode ser decisivo e capaz de redesenhar o tabuleiro eleitoral no Amazonas, já que trata-se do governador, cujo cargo é o maior politicamente no Estado.
Apesar dos sinais de diálogo, uma eventual composição entre Wilson e Omar é vista como complexa. O governador é filiado ao União Brasil e tem histórico de alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Omar Aziz integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de campos ideológicos é apontada como um dos principais obstáculos para uma aliança formal.
Por: Bruno Pacheco
Foto: Divulgação
(*) Colaborou a jornalista Camila Duarte


